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Guerra por ponto de drogas faz dois mortos

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EDNELSON FEITOSA Duas pessoas morreram e três ficaram feridas, na noite do último domingo, quando seis homens, armados de espingardas 12 e revólveres 38, invadiram a casa de número 16, Quadra A, do Conjunto Terra da Esperança, na periferia de Marechal Deodoro, município da região metropolitana de Maceió, disparando as armas contra todo o grupo que se encontrava no local. O delegado Eraldo Brasil Filho admitiu que o fato é resultado da ?guerra? por pontos de venda de maconha na periferia da cidade. O alvo do atentado era Valdir da Silva, que conseguiu escapar ileso. Ele declarou à polícia que os homens estavam encapuzados e entraram pela porta dos fundos e foram logo atirando. José Martiliano dos Santos, 27, e Ivanice Feliciano da Conceição, 16, tiveram morte imediata. Saíram feridos Edmilson Alves dos Santos, 18, que corre risco de morte, Nadja da Conceição, 16, e José Roque da Silva Filho, 30, sofreram ferimentos leves. Este último é o dono da casa. Os suspeitos foram identificados como ?Marquito?, ?Toinho?, ?Marcelo?, ?Erivaldo?, ?Pedrão? e ?Cal?, que estão sendo procurados pela polícia de Marechal Deodoro. Segundo Valdir da Silva, eles fazem parte de uma ?galera? que tentou assassiná-lo recentemente. Não revelou, porém, as causas das duas emboscadas. Na manhã de ontem, Valdir da Silva prestou depoimento ao delegado Eraldo Brasil, declarando ter saído de casa com sua companheira, Ivanice, para fazer um cigarro na casa de José Roque, onde já estava seu cunhado, José Martiliano. ?Ficamos bebendo. Eram aproximadamente 20 horas, quando eu ouvi um barulho no quintal e percebi que várias pessoas entravam na casa empunhando armas?, disse. Aproveitando que a porta estava aberta, Valdir da Silva saiu correndo. Milena, esposa de José Roque, também não foi ferida pelos acusados, pois no momento do atentado estava dentro do banheiro. Ela foi intimada a depor pelo delegado de Marechal Deodoro, mas pouco acrescentou às investigações policiais. Clima tenso O clima é de tensão entre os moradores do Conjunto Terra da Esperança, que foi inaugurado recentemente com o objetivo de abrigar trabalhadores rurais e pescadores da periferia de Marechal Deodoro. Os vizinhos da casa de José Roque não quiseram comentar o fato. A lei do silêncio parece já ter se instalado no local. Quem aceitava falar à imprensa logo era molestado por outro morador sobre os riscos de fazer comentários e terminar assassinado pela ?galera? de ?Marquito?, que não é do conjunto, mas vive na área, ou por companheiros de Valdir, suspeito de envolvimento com tráfico no local. O delegado Eraldo Brasil revelou estar preocupado com o comércio de drogas na periferia de Marechal Deodoro e na Praia do Francês. Ele solicitou ajuda ao diretor metropolitano de Polícia Civil, delegado Alcides Andrade.

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