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Cobran�as eram entregues na FJC

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Gastando sola de sapato, André conseguiu uma cópia do contrato social da firma. Sua assinatura está lá, mas ele jura que nunca assinou. Como sócia, Ana Lúcia do Nascimento, ex-mulher de Heleno Arcanjo da Silva, identificado como o homem que o procurou em nome de Coutinho e que também assina o contrato social como testemunha. Endereço suspeito O endereço, Rua São José, 380, no Feitosa, segundo ele não existe, mas descobriu um escritório na Rua Franco Jatobá, 82, no Prado, onde chegou a entregar algumas correspondências da Receita Federal (cobranças de impostos devidos pela Construtora há cinco anos). Ficou esperando uma solução. O endereço fornecido por André coincide exatamente com a Fundação Jaudeni Coutinho (FJC) ? de propriedade do vereador ? local onde provavelmente serviu como cárcere privado, para outro rumoroso caso que envolve o vereador. A Fundação serviu de cárcere para os pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes, que teriam uma dívida com Jaudeni, na venda de tratores. O caso ainda está sendo investigado, e envolve também parentes do vereador, militares, policiais civis e delegados. A polícia adotou o silêncio sobre o caso, e diz que só falará quando o inquérito for concluído, em 10 dias. Indenização André revela que depois que esteve no escritório, foi procurado por Heleno (que hoje mora em Recife), e teve a garantia de que ?os negócios? iriam ser tirados do seu nome e que o vereador iria indenizá-lo pelos prejuízos. ?Foi aí que fiquei sabendo que tem mais coisas. Ele disse que tem um supermercado, uma fazenda e uns negócios em São Paulo, tudo no meu nome?, revela José André.

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