Cidades
Policiais t�m pris�o decretada por vandalismo
DORGIVAL JÚNIOR O juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca de Penedo, Maurício César Brêda, expediu mandado de prisão temporária por cinco dias dos policiais civis Josimar Melo, Jorge Luiz Ferreira, José Edeilton Gomes dos Santos, Carlos Jeferson Buarque, Aristão Cavalcante, Pedro Tenório Costa e José Carlos Bispo (Carlão), que devem ser recolhidos ao Tigre. Eles foram indiciados como autores dos crimes de dano ao patrimônio público durante atos de vandalismo praticados na última quinta-feira, quando invadiram a Delegacia Regional de Penedo. De acordo com o juiz Brêda, em seu mandado, ?atos de vandalismo, como os que ocorreram em Penedo, devem ser reprimidos, primordialmente porque foram praticados por policiais, que têm a obrigação legal de defender a sociedade e o patrimônio público?. Diretor-geral O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, informou que os policiais ainda não foram presos, mas irá chamar os representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) para que solicitem aos acusados que se apresentem. ?Nosso objetivo é minimizar a situação?. O pedido de prisão temporária foi solicitado pelo delegado regional de Penedo, Rubem Natário Silveira. Roberto Lisboa informou ainda que os policiais vão responder a um processo administrativo na Corregedoria, que depois será encaminhado ao Conselho Superior de Polícia, que decidirá se acata ou não a indicação da Corregedoria, com punição e até demissão. Sindpol O Sindicato dos Policias Civis (Sindpol) não confirmou o pedido de prisão temporária decretada pelo juiz da Comarca de Penedo contra os policias. Segundo informou o diretor de Comunicação da entidade sindical, José Carlos Minim, a temporária não poderia ter sido efetuada já que a autoria do ato de vandalismo foi indeterminada. ?Como o juiz pode determinar a prisão dos policiais, se a autoria material do ato de vandalismo não foi determinada. Os policiais estavam em uma reunião no primeiro andar da delegacia. Os agentes da unidade policial não viram nada?, disse o diretor sindical, alegando que a greve da categoria é considerada legal pela Justiça. ?Praticando atos como os que os policiais estão sendo acusados, estaríamos agindo contra nós mesmos. Como a nossa greve é legal estamos atuando dentro da legalidade e não vamos trabalhar contra ela?, frisou o líder sindical, esclarecendo que a greve prossegue, já que nenhum canal de negociação foi aberto pelo governo do Estado.