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Professores em greve querem apoio de monitores

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FELIPE FARIAS A primeira atividade da greve dos trabalhadores da rede estadual de ensino, deflagrada ontem, será realizada no Cepa, a partir da manhã de hoje: os grevistas vão às salas de aula tentar obter a adesão dos monitores contratados pela Secretaria de Educação. Como não têm o mesmo vínculo dos servidores e recebem por aula dada, os monitores são considerados pelo próprio Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), o fator a dificultar uma paralisação total. Professores, pessoal administrativo e de apoio iniciaram ontem a greve por tempo indeterminado para reivindicar reajuste de 35% referente a perdas acumuladas. Mas a pauta de reivindicações inclui ainda redução da carga horária, entre outros pontos. A decisão de entrar em greve tinha saído oficialmente em assembléia realizada na quinta-feira. Mas, segundo o Sinteal, a categoria avaliou que antes de deflagrá-la precisaria cumprir ?trâmites legais?, como enviar ofícios às autoridades, comunicando a intenção de parar. ?Tínhamos de cumprir esse prazo de 72 horas?, justificou a presidente Girlene Lázaro. Na assembléia de ontem, os trabalhadores da rede estadual de ensino confirmaram a decisão de parar e oficializaram o início da greve. Após a plená-ria, os participantes saíram em passeata até a Praça dos Martí-rios, onde fizeram ato público. O secretário de Educação, Maurício Quintella, informou que vai cortar o ponto dos grevistas referente aos dias parados. ?Só temos a lamentar essa decisão do secretário, porque ele mesmo sabe que as nossas reivindicações são mais do que justas?, reagiu a vice-presidente da entidade, Jô Conceição. Ela acrescentou que é o governo que não vem cumprindo a legislação que instituiu o regime de subsídio como forma de vencimento para os servidores estaduais. Segundo a Se-cretaria de Educação, a adesão à greve deve ficar restrita à capital, como aconteceu na paralisação do ano passado. Mas as dirigentes do Sinteal informaram que houve grande comparecimento de representantes da categoria, dos núcleos que o sindicato mantém em cidades do interior. ?Na assembléia da semana passada, fizemos uma projeção de presença de 1,4 mil pessoas. Nesta última, seguramente tínhamos umas duas mil?, informou a sindicalista. Mas a secretaria informou que os professores contratados no concurso recente não podem aderir à greve porque ainda não possuem estabilidade no serviço público. Também não podem parar os monitores, contratados recentemente, in-formou o governo. Ontem à tarde, as aulas foram suspensas no maior centro educacional de Alagoas, o Cepa. Sem aulas, um grupo de alunos da Escola Moreira e Silva resolveu promover um jogo de voleibol e a uma roda de conversa, no próprio corredor. ?A gente entende que as reivindi-cações são justas, mas nos senti-mos prejudicados?, disse Edlene de Jesus, aluna do curso de magistério.

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