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Delegado acusado no caso Jaudeni � indiciado

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EDNELSON FEITOSA O delegado Moisés Marcelo foi interrogado pela comissão de delegados designada para apurar o crime de extorsão mediante seqüestro contra os pernambucanos Flávio Freire de Sales e Sávio Gomes Torres. Ele é acusado de ter determinado que policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) realizassem a prisão das vítimas. No entanto, não adotou nenhum procedimento legal, ou seja, abrir inquérito e indiciar os dois por vender um trator roubado ao vereador Jaudeni Coutinho. O delegado é acusado também de permitir que os presos fossem colocados em cárcere privado na fundação que leva o nome do vereador, localizada no bairro do Prado. Segundo os delegados, Moisés Marcelo foi indiciado e deve responder pelo crime, a exemplo de Jaudeni Coutinho e do policial Nivaldo Acioli, na época chefe do setor de Operações da DRFV , que foram autuados em flagrante, quando as vítimas foram resgatadas por policiais do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil. A comissão ouviu, também, quatro policiais da Operação Litorânea (Oplit) que foram chamados pelo proprietário de uma farmácia, em Mangabeiras, de onde os pernambucanos foram seqüestrados. Eles chegaram a interceptar os supostos seqüestradores, que se identificaram como policiais e garantiram se tratar de uma prisão. Por isso, foram deixados ir embora. Os delegados não revelaram a data em que o coronel PM da reserva Mário Sérgio Assunção será ouvido no inquérito. Ele é sogro de Jaudeni Coutinho e teria sido o militar que pressionou a família de Flávio e Sávio a devolver os R$ 110 mil que tinha recebido do vereador pela venda do trator roubado. No entanto, deve acontecer ainda esta semana, porque o inquérito precisa ser concluído no começo da próxima semana. Pelo que a polícia apurou, Jaudeni Coutinho comprou um trator a Flávio e Sávio por R$ 110 mil, só que o veículo era roubado. Para não ficar no prejuízo, o vereador pediu ajuda à polícia, que localizou os responsáveis pela venda, em Mangabeiras, e os recolheu à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, onde Moisés Marcelo era delegado. Porém, não houve abertura de inquérito nem registro da suposta prisão dos pernambucanos. Durante seis dias, uma pessoa que se identificou como Jaudeni Coutinho telefonou para a família de Flávio e Sávio, que são primos, exigindo que pagasse R$ 110 mil, dinheiro da máquina, além de R$ 17 mil, uma espécie de propina para os policiais que participaram da operação. A extorsão foi gravada, fato que possibilitou ao Ministério Público de Pernambuco solicitar a ajuda da polícia alagoana para resgatar as vítimas e prender os acusados.

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