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“17 de Julho marca o fim de um ciclo pol�tico em AL”

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O episódio mais grave da recente história política de Alagoas ocorreu há exatos sete anos. Num episódio violento em frente à Assembléia Legislativa, integrantes das Forças Armadas por pouco não entraram em confronto com funcionários públicos em greve, entre os quais policiais civis armados. A multidão de populares cobrava a renúncia do então governador Divaldo Suruagy, acusado de irregularidades, o que acabou acontecendo no fim da tarde. Desde então, o episódio passou a ser relembrado pelos movimentos sociais do Estado, sob a denominação de ?17 de Julho?. ?Aquele foi o momento de desfecho de uma crise política institucional, uma das muitas que registra a história política do Estado?, diz o historiador Douglas Apratto Tenório. Acusações No prédio onde fica a sede do Poder Legislativo de Alagoas, os deputados se reuniram para votar as contas referentes à gestão do então governador. O relatório sobre as finanças do Estado, elaborado pelo Tribunal de Contas, era contrário ao governador. Na Assembléia, se os deputados confirmassem o relatório do Tribunal, Suruagy poderia ser submetido a um processo que resultaria em seu afastamento do cargo. Na época, os servidores estaduais acumulavam atrasos de salários que chegavam a sete meses. Um deles, o policial militar Evandro da Silva, matou a família e se suicidou, por causa dos problemas financeiros. Tropas do Exército foram chamadas para garantir a segurança nas proximidades da Assembléia, que chegou a ter o acesso isolado com barricadas. ?Como todas as crises políticas, aquela marcou o fim de um ciclo político e o início de outro?, explica Douglas Apratto. Segundo ele, foi o 17 de Julho de 1997 que levou ao fim o ciclo representado pela liderança política de Suruagy e projetou o que se sucedeu sob a liderança de Ronaldo Lessa. ?As crises fazem parte da História. Os sistemas políticos, as sociedades e os períodos históricos também têm começo, meio e fim?, relembra o historiador. (FF)

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