Cidades
Rodovi�ria de Macei� � a sexta melhor do Pa�s, apesar da crise
FELIPE FARIAS O bom desempenho obtido pelo terminal rodoviário de Maceió não deve trazer reflexos positivos que resolvam a crise provocada pela evasão de passageiros. De acordo com uma pesquisa nacional encomendada pela Associação Brasileira de Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros (Abrate), a rodoviária de Maceió foi escolhida como a segunda melhor do Nordeste e ficou entre as seis melhores do País. ?Isso apesar dessa evasão absurda que estamos tendo que enfrentar para que a sociedade não seja prejudicada?, protestou Antônio Tarcísio da Silva, administrador do terminal, que foi repassado à iniciativa privada há onze anos. Segundo ele, a evasão é provocada pelo fato de os ônibus embarcarem e desembarcarem passageiros fora do terminal. ?Eles param em qualquer lugar; aliás, Maceió se transformou em um imenso terminal a céu aberto?, acrescentou. Por causa disso, segundo o administrador, o terminal passou de um fluxo de dez mil para 1,5 mil passageiros por dia nos últimos quatro anos. Pesquisa O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Populi, que pediu aos usuários de terminais rodoviários de todo o País que atribuíssem notas de 0 a 10 a um conjunto de 20 quesitos que representam os serviços prestados pelas rodoviárias, como pontualidade na chegada e saída dos ônibus, educação dos funcionários, serviços de informação, sinalização, condição de banheiros, restaurantes e facilidade de acesso aos estacionamentos. O terminal de Londrina (PR) foi o que obteve a melhor pontuação, com nota 8,25. A rodoviária do interior paranaense foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A de Maceió obteve nota 7,45, o que lhe garantiu a sexta melhor colocação entre as capitais, a 13a na relação geral e o segundo melhor desempenho no Nordeste, ficando atrás apenas da de Salvador (BA). Crise Mas, para administradores e comerciantes que dependem do terminal, o resultado deve ter pouco reflexo sobre a crise do setor, provocada pela evasão. Estimativa da associação que representa os lojistas é de que 17 dos 58 pontos comerciais existentes na rodoviária estão fechados e os que ainda permanecem abertos se encontram ?quebrados?. ?Antes, essas lojas geravam cerca de 500 empregos diretos. Hoje, não geram nem 150. Tudo por causa da evasão?, critica o administrador.