Cidades
Quintella decide pedir na Justi�a ilegalidade da greve
FÁTIMA ALMEIDA O secretário executivo de Educação, Maurício Quintella, decidiu partir para o enfrentamento com o Sindicato dos Trabalhadores na Educação em Alagoas (Sinteal), que lidera a greve deflagrada desde ontem. O secretário afirmou, em nota à imprensa, que vai pedir a ilegalidade da greve na Justiça. Ele diz reconhecer a paralisação como um direito legal e legítimo da categoria, mas o momento é impróprio, pela carência de professores. ?O Sinteal está cumprindo seu papel ao organizar a greve, e eu, o de gestor, ao questioná-la e para garantir a conclusão do ano letivo sem maiores prejuízos para os alunos?, afirmou. Ele reafirmou que o governo de Alagoas não tem como pagar qualquer reajuste, pois tem como obrigação cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. ?O problema só será resolvido em todo o país quando for aprovada uma nova regra nacional de financiamento para a educação?, completou. A presidenta do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro, afirmou que a atitude do governo causou estranheza por parte da categoria. ?Não somos nós que devemos ser julgados. O governo é que deveria rever seus atos. Não estamos pedindo apenas reajuste salarial, mas melhores condições de trabalho na Educação como um todo. Este pedido de ilegalidade da greve chega a ser uma atitude incoerente?, desabafou. A Secretaria Executiva da Educação vai reunir hoje, a partir das 11h, os coordenadores regionais de ensino para definir o número de monitores que serão contratados a partir da próxima segunda-feira, entre os 1.200 selecionados para suprir as carências existentes na rede. O secretário Maurício Quintella admite que as homologações podem ocorrer em número maior do que estava previsto, para minimizar os efeitos da greve.