Cidades
Campus da Ufal � fechado por servidor em greve
FÁBIA ASSUMPÇÃO Estudantes e professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) não puderam entrar ontem de manhã, no campus universitário, por causa de um bloqueio feito pelos servidores - técnicos administrativos - que completam hoje 16 dias de greve. Os grevistas, com apoio de lideranças sindicais de outras categorias, formaram um cordão em frente aos portões de entrada da universidade antes das 7 horas da manhã, impedindo a entrada dos ônibus e veículos, que formaram uma longa fila na BR-104. Os ânimos ficaram acirrados porque uma grande parte dos estudantes queria entrar para assistir às aulas, já que os professores não aderiram à greve. Alguns sindicalistas foram vaiados pelos estudantes, que jogaram bolas de papéis contra quem discursava a favor do movimento. Os portões só foram abertos por volta das 10h30, depois de ofensas verbais entre estudantes e sindicalistas, que por pouco não se agrediram fisicamente. O estudante do 5º ano de Engenharia Civil, Daniel Fontan, reclamou que os servidores não tinham o direito de fechar os portões. ?Se eles se dizem tão democráticos, porque estão impedindo o nosso direito de assistir aulas??, questionou. Fontan argumentou que os estudantes acham justo o movimento dos servidores, já que a universidade enfrenta vários problemas, mas discordavam da estratégia usada. ?O que a gente não concorda é que eles façam um movimento desses sem discutir com os estudantes?. A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores dos Servidores Técnicos da Ufal (Sintufal), Yolanda Pereira, lamentou a manifestação contrária dos estudantes ao movimento. ?A maioria dos estudantes não têm consciência dos problemas que atravessam a universidade e essa falta de consciência faz com que não sejam solidários aos movimentos sociais?. Segundo Yolanda, a estratégia de fechar os portões do campus segue uma deliberação do comando nacional de radicalizar o movimento grevista.