Cidades
MÉDIA MÓVEL DE CASOS DE COVID-19 AINDA É PREOCUPANTE EM AL
De acordo com dados do consórcio de imprensa, na última segunda-feira (30), a média de casos no País foi a maior desde 31 de março
Quando se fala em Covid todo cuidado ainda é pouco. Essa semana o Brasil registrou a maior média móvel de casos da doença desde o fim de março deste ano. Foram 24,9 mil infecções por dia, um crescimento de 31% em relação a quinze dias atrás. Esse aumento é, principalmente, reflexo da pouca adesão à vacina, na avaliação do infectologista Fernando Maia.
Dados do consórcio de imprensa mostram que a dose de reforço contra o novo coronavírus não chegou nem a 60% da população brasileira vacinável com 18 anos de idade ou mais.
“Quanto mais casos novos de Covid, mais chance de ocorrerem mortes ou pessoas com sequelas deixadas pela doença. Sem a vacinação, mais chance de novas mutações do vírus. Com a flexibilização, quase ninguém está usando mais máscara, seja em lugar aberto ou fechado. Esse aumento da média móvel de casos é sempre preocupante”, acrescenta Fernando Maia.
Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de ontem (31) mostra 59 novos casos de Covid em Alagoas nas últimas 24 horas e nenhum óbito. Há 935 casos em investigação; 299,2 mil confirmados e 291,7 mil recuperados. Foram registradas, desde o início da pandemia, 6.936 mortes provocadas pelo novo coronavírus.
A taxa de incidência (por cem mil habitantes) da Covid em Alagoas mostra Marechal Deodoro, Arapiraca e Pilar com números mais preocupantes. Eles registram, na sequência, 15,3 mil; 15,2 mil e 13,7 mil casos/100 mil.
De acordo com dados do consórcio de imprensa, na última segunda-feira (30), a média de casos foi a maior desde 31 de março, quando chegou a 25.910 casos diários. “O ideal é que mais de 80% da população tenha recebido a dose de reforço contra Covid, pois há o risco de mutações, e não temos esse temos percentual de vacinados ainda”, lembra o infectologista.
Os dados da Covid no país são fruto de colaboração da Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.