Cidades
Protesto n�o atrai servidor
FÁBIA ASSUMPÇÃO Pouco mais de 300 pessoas participaram, ontem de manhã, da manifestação do Dia Nacional de Mobilização e Lutas organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelos servidores públicos estaduais para lembrar o dia 17 de julho. Mas foi o suficiente para causar um grande congestionamento nas principais ruas do Centro, perto do meio-dia, quando os manifestantes saíram em passeata da Praça Pedro II, pela Rua do Sol, e fizeram uma parada de cerca de 20 minutos em frente aos prédios da prefeitura e do Palácio Floriano Peixoto. Ao contrário do dia 17 de julho de 1997, os policiais militares desta vez ficaram do lado oposto dos manifestantes. Nos fundos do palácio, a segurança foi reforçada por policiais militares da Cavalaria. Os prédios considerados mais visados nos protestos dos servidores, como as Secretarias da Fazenda, na Rua General Hermes, e da Administração, na Barão de Penedo, foram guardados por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O pequeno número de servidores que compareceram ao ato frustrou de certa forma os sindicalistas que organizaram o movimento. O presidente da CUT/Alagoas, Isac Jacson, estimava a participação de pelo menos 1.500 manifestantes, o que não ocorreu. O objetivo da CUT ao promover o Dia Nacional de Mobilização e Lutas foi cobrar do governo políticas para geração do emprego, no modelo econômico, pelo fim do acordo com o FMI e não à Alca. A maior parte dos órgãos públicos funcionou normalmente, apesar da convocação da CUT e dos sindicatos para que os servidores públicos municipais, estaduais e federais parassem as atividades para participar da manifestação.