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Combate ao uso de armas mobiliza alagoanos

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FELIPE FARIAS O Estatuto do Desarma-mento começa a apresentar os primeiros resultados práticos em Alagoas a partir de amanhã, quando a Superintendência da Polícia Federal deve dar início ao recolhimento de armas, regula-mentado pelo governo federal na semana passada. O órgão passará a emitir os formulários para quem queira entregar revólve-res, pistolas e armas longas. A primeira medida efetiva da proposta de desarmar o País começa também a dissipar as dúvidas que ainda existem em relação ao tema. Um dos únicos armeiros que existem em Alagoas, Wellington Figueiredo diz que desde o fim do ano passado, quando o Estatuto entrou em vigor, não recebe mais armas de fogo para consertar ou fazer manutenção. ?Eu mesmo estou aguardando uma definição sobre isso. Já dei entrada na minha regularização nos órgãos responsáveis?, explica o policial civil aposentado, que tem no serviço uma espécie de complemento de renda, apesar de, curiosamente, não portar armas, nem para caçar. ?Tenho remorso até dos passarinhos em que atirei?, revela. As armas retiradas de circulação serão no futuro encaminhadas ao Exército, para que sejam destruídas. Em Alagoas, elas seriam encaminhadas ao 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz). Seu comandante, coronel Milton Sils, diz que, além do lado financeiro, pelo pagamento de até R$ 300, o maior incentivo será a garantia de dispensa de sanções legais a quem entregar sua arma. ?Esse vai ser o fator mais eficiente para convencer a quem queira entregar sua arma, mostrar que a pessoa vai ter uma oportunidade ímpar de se legalizar?, lembra o oficial. O argumento deve ser eficiente para quem possui armas, mas com o intuito de se defender. Uma situação bem diferente da que foi encontrada pela polícia enquanto cumpria mandado judicial de prisão de Gerson Júnior, assassino confesso do estudante de Direito Márcio Edsandro. Ao procurar pelo criminoso na casa do pai, Gerson de Albuquerque, os agentes encontraram um verdadeiro arsenal em poder do fazendeiro. Segundo a Secretaria de Defesa Social, 70,8% dos homicídios ocorridos em Alagoas no ano passado foram cometidos com armas de fogo. Na 1a Vara Criminal, o juiz Daniel Accioly afirma que existem cerca de 800 processos de assassinato, dos quais 580 envolveriam esse tipo de armamento, segundo estimativa do Ministério Público (MP).

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