Cidades
Greve dos professores p�e em risco calend�rio do vestibular
A greve nas escolas públicas estaduais tem sido motivo de preocupação para o coordenador da Copeve, José Carlos Almeida. Ele disse que a maioria das escolas cadastradas na Coordenadoria é pública e muitas não irão apanhar o material para inscrição de seus alunos se a greve persistir por mais tempo. A paralisação nas escolas públicas também pode prejudicar o planejamento para a realização das provas do PSS, em relação ao estabelecimento de prazos de inscrições, entrega de cartões e até definição dos locais de provas. A coordenadora da Escola Estadual Manoel Simplício, no Jacintinho, foi ontem à reunião convocada pela Copeve, mesmo sem a escola estar cadastrada. Ela disse que, apesar da greve, foi buscar o material para inscrição das escolas, como forma de estimular os alunos do Ensino Médio, todos do período da noite, a se inscreverem para o PSS. Avaliação da greve Ela diz que há um grande desestímulo dos alunos em fazer vestibular, principalmente por causa da falta de professores de várias disciplinas. ?A maioria dos alunos não se sente preparada para fazer o vestibular e se tiver que vim fazer a inscrição aqui na Copeve, muitos não virão?. Além disso, a escola só começou a funcionar em abril, depois de um longo período fechada para reforma. ?Estamos tentando ainda regularizar o calendário, mas até agora não conseguimos?. Ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) fez uma reunião de avaliação do movimento. Segundo a presidenta da entidade, professora Girlene Lázaro, a adesão está entre 60% e 70%. ?Há escolas abertas, mas não há professores, pois eles sabem da nossa luta para melhorar o ensino público em Alagoas?, disse. A presidenta discorda dos números apresentados pela Secretaria Executiva de Educação (SEE), que contabiliza uma adesão mínima. ?Quem for às escolas vai verificar que os professores estão conscientes da importância desse momento para o resgate do ensino público?, completou Girlene. Já a SEE, em material divulgado pela Assessoria de Comunicação, informa que apenas 11% das unidades da rede estadual estão fechadas e mesmo assim muitas funcionando parcialmente. Ontem, segundo a SEE, o secretário Maurício Quintella pediu à Procuradoria Geral do Estado que adote providência para pedir à Justiça a ilegalidade da greve. Lembrando que monitores e professores recém-contratados, que estão em regime probatório, não podem suspender suas atividades, o secretário informou, por meio da assessoria, que a freqüência será controlada e, se a greve for ilegal, cortado o ponto dos faltosos. ?Mas de qualquer forma essas aulas serão repostas, pois os alunos não podem ser mais prejudicados?, disse Quintela.