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Envolvidos podem pegar de 1 a 5 anos de pris�o

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O esquema eletrônico para emissão dos gabaritos funcionava a partir de sinais vibratórios. O início da transmissão começava com seis sinais contínuos. A partir daí, o número de sinais era dado de acordo com a letra da resposta. Se a resposta fosse A, era dado apenas um sinal contínuo; se fosse B, dois sinais contínuos e assim por diante. O assessor de imprensa da Polícia Federal, Fábio Franciolli, explicou que o esquema para tentar fraudar o concurso foi descoberto por meio de uma denúncia anônima feita na tarde de sábado. Convencidos de que a denúncia dava indícios de fatos verdadeiros, já que ficou confirmada a inscrição no concurso de três dos envolvidos, os policiais federais foram ao local. No domingo, eles montaram campana em frente à escola onde os suspeitos faziam prova. Ao perceberem que o professor Israel da Guia Lima saía do local, os policiais o seguiram até o local onde passaria os gabaritos. Se forem condenados, os quatro envolvidos podem pegar de 1 a 5 anos de prisão, acrescida de mais 1/3, já que se trata de crime qualificado. Eles vão responder por fraude em detrimento de entidade de direito público, como define o Artigo 171, parágrafo 3º do Código Penal. De acordo com informações extra-oficiais, o preço para participar do esquema variava entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, dependendo do concurso e do cargo disputado. Durante a realização do concurso público do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), em março deste ano, a PF também recebeu uma carta anônima, denunciando um possível esquema de fraudes. Só que não ficou comprovada a inscrição no concurso dos citados como envolvidos na tentativa de fraude. Reserva de cadastro O assessor de imprensa da Caixa Econômica Federal em Alagoas, Pedro Paes, disse que só a Fundação Carlos Chagas, responsável pela organização do concurso, poderia informar se as provas realizadas no domingo serão anuladas. ?Não foi a Caixa que fez o concurso. Quem o organizou foi a Fundação Carlos Chagas, que pode responder sobre a questão?. A maioria dos cargos oferecidos no concurso era para cadastro de reserva, ou seja, sem definição do número de vagas e data da contratação. Em todo o País se inscreveram para o concurso 677.683 candidatos, atraídos por salários que variam entre R$ 956 e R$ 3.374. Em Alagoas o cargo mais disputado foi para técnico bancário, que exige apenas o ensino médio, com 10.180 candidatos. Para engenheiro júnior foram inscritos 234 candidatos; 473 para advogado júnior; e 265 para arquiteto júnior. A PF não informou em quais cargos estavam inscritos os candidatos presos. A GAZETA tentou contato com os responsáveis pelo concurso, na Fundação Carlos Chagas, em São Paulo, mas ninguém foi encontrado.

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