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Parto, di�lise e quimioterapia mantidos

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Um dos setores do Hospital Universitário (HU) que se manteve funcionando, apesar da adesão dos servidores à greve dos técnicos da Ufal, é o de atendimento às gestantes em trabalho de parto. ?Nesse setor, aliás, estamos com nossa capacidade esgotada, com mais de 100% de ocupação?, disse o diretor-técnico do HU, Sebastião Praxedes. Também estão mantidos os serviços de urgência em nefrologia, que atende pacientes que dependem de hemodiálise, e quimioterapia, para portadores de câncer, além dos laboratórios. ?Nesses setores, praticamente não houve adesão à greve?, informou Praxedes. Ele disse que estão mantidas ainda as cirurgias consideradas mais graves, como as de portadores de câncer, apesar de a greve ter provocado a redução do funcionamento do centro cirúrgico entre 60% e 70%. ?É a paralisação que mais nos afeta do ponto de vista financeiro, porque é lá que são realizados os procedimentos mais caros?, disse Praxedes. Redução A direção estima que dentro de dois meses o hospital deve começar a sentir os reflexos da redução dos atendimentos na remuneração, que tem como base a produtividade. Ou seja: o HU ganha pelo volume de pacientes que atende. A unidade recebe cerca de R$ 400 mil por mês pelos atendimentos em ambulatório e R$ 300 mil pelos internamentos. O diretor disse que haverá queda em ambos. ?Os atendimentos em ambulatório tiveram queda e se você não opera, não interna?, afirma Praxedes. Com base nos percentuais de redução no atendimento calculados pela própria direção, a estimativa é de queda de R$ 100 mil nos recursos para ambulatório e de até R$ 233 mil na remuneração para internamentos. ?Isso, se a greve não se prolongar; porque, quanto mais ela se prolonga, maior será a redução?, estimou o diretor. A coordenadora do Sintufal, Iolanda Pereira, disse que nas últimas quatro greves da categoria os servidores dos hospitais universitários não aderiram. ?Mas eles viram que o governo estava se mantendo insensível e então decidiram aderir?, informou.

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