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Greve de servidor da Ufal p�ra atendimento no HU

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A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) - que completou ontem 20 dias - paralisou totalmente o atendimento em alguns setores do Hospital Universitário (HU). Em períodos normais, a unidade faz de 800 a mil consultas por dia. Mas, segundo a direção, por causa da redução imposta pela greve, em dois meses o hospital deve ter reduzido também o repasse de recursos, pois o HU é remunerado pelo que produz em atendimentos. A queda pode chegar a R$ 100 mil no teto financeiro para os atendimentos de ambulatório e a R$ 233 mil para internamentos. ?A maior prejudicada é a população?, diz o diretor técnico Sebastião Praxedes. De acordo com o diretor, estão totalmente parados os atendimentos em pediatria e puericultura, que dependem de pessoal de apoio, como técnicos, para realizar os procedimentos. No setor de pré-natal, paralisado parcialmente, os atendimentos estão concentrados à tarde, que é quando há mais médicos em atividade. No setor de clínica médica, a queda no atendimento foi de 50% e nos ambulatórios, de 25%. É neles que estão os atendimentos mais procurados pela população, como oftalmologia, otorrino, cardiologia e mastologia. Pressão contra governo A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Iolanda Pereira, disse que lamenta o reflexo da greve para a remuneração do hospital, cujos servidores aderiram em protesto, segundo ela, pela postura do governo federal em relação à categoria. ?Nas últimas greves que realizamos, esses servidores não aderiram porque diziam reconhecer a importância da unidade para o sistema de saúde da região. E não foi só aqui, ocorreu com os HUs de todo o Brasil. Mas agora eles viram que só a adesão à greve poderia mesmo sensibilizar o governo?, disse a coordenadora, que é lotada num dos setores do próprio hospital que paralisaram totalmente. Hoje, o sindicato programou uma atividade com os servidores do HU no centro de Maceió. Os servidores vão fazer exames gratuitos na população e distribuir panfletos com indicações de saúde. Como os professores da Ufal ainda não decidiram entrar em greve, as aulas continuam. Com a adesão dos funcionários, o Centro de Testagem Anônima (CTA) também paralisou. Neste setor, são feitos exames para diagnóstico de Aids.

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