Cidades
Sa�de descobre rombo de meio milh�o de reais
A Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) identificou um esquema interno de desvio de recursos que pode chegar a um rombo de mais de meio milhão de reais. A fraude foi identificada no fim de maio passado, quando foi descoberto um suposto débito de R$ 52.630,00 em uma das 35 contas correntes da Sesau no Banco do Brasil, usada exclusivamente para movimentação de assistência farmacêutica. O saque teria como favorecido uma construtura, a J. S. Santos, que sequer é cadastrada como prestadora de serviços da secretaria. A fraude foi descoberta depois de uma solicitação ao Banco do Brasil de cópia do documento que autorizou a movimentação. A investigação percebeu que se tratava de um ofício com assinaturas grosseiramente falsificadas do secretário-adjunto de Saúde, Jorge Villas-Boas, e do diretor-administrativo e financeiro Antônio Guedes. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil e Polícia Federal, uma vez que os recursos desviados são, em parte, federais. No dia 30 de junho, o Departamento Financeiro da Sesau detectou outro ofício com assinaturas grosseiramente falsificadas dos mesmos dirigentes, transferindo R$ 56.650,00 da conta corrente da Saúde para a Comércio de Derivados de Petróleo Ltda (Compet), localizada na Rua Marechal Horta Barbosa, 7, no bairro Grageru, em Aracaju (SE), uma empresa de comércio varejista de combustíveis e lubrificantes. De acordo com o próprio secretário de Saúde, Álvaro Machado, o principal envolvido é o ex-chefe de Contabilidade da Sesau, Eduardo Martins Menezes, responsável pela ?conciliação bancária? das 35 contas correntes da secretaria junto ao Banco do Brasil. Quando foram constatadas as irregularidades, o secretário solicitou ao governador Ronaldo Lessa a exoneração de Menezes do cargo, o que foi feito em 1o de julho deste ano. Ele vinha exercendo a função comissionada desde sua nomeação, em 29 de março de 2000. Conexão Aracaju A GAZETA apurou que a empresa sergipana Compet Comércio e Derivados, no caso, é o posto de gasolina Hermes Fortes, com uma loja de conveniência anexa. De acordo com o cadastro do sindicato dos donos de postos locais, o posto está no nome de Breno Barreto. Mas, de acordo com certidão da Junta Comercial de Sergipe, de 2 de julho passado (veja fac-símile nesta página), os sócios da empresa são, na verdade, Eduardo Martins Menezes Júnior e Bruno Menezes, cada um com uma cota de R$ 75 mil. Eles seriam filhos do ex-chefe de contabilidade da Sesau, Eduardo Martins Menezes, apontado como o principal suspeito do rombo. A GAZETA tentou ontem entrar em contato com o posto em Aracaju, pelo telefone (79) 217-5734. Uma das funcionárias, Givalda, afirmou que Eduardo Júnior e Bruno Menezes só retornariam ao posto hoje, e confirmou que há cinco meses eles são os donos do negócio.