Cidades
CPT tenta libertar sem-terra que invadiu usina
FELIPE FARIAS A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e militares de direitos humanos foram ontem ao Presídio Feminino Santa Luzia visitar Ivandeje Maria, dirigente do Movimento dos Trabalhadores (MT) que está presa desde o dia 3 de junho, sob acusação de invadir a sede da Usina Peixe, em Flexeiras. O processo que levou à prisão de Ivandeje ocorreu há quatro anos, quando ela e o irmão, Valdemir Agostinho, também dirigente do MT, que esteve foragido após ter a prisão preventiva decretada, lideraram um grupo de sem-terra que invadiu as terras pertencentes à usina e reclamadas pelos trabalhadores rurais. Na invasão, porém, os dois dirigentes foram presos. Segundo o coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas, Carlos Lima, o grupo que esteve ontem no presídio foi composto por um total de 60 pessoas, mas apenas sete foram autorizadas a entrar para encontrar com a dirigente do movimento rural. Estavam no grupo um padre e duas religiosas, todos ligados à Pastoral; o procurador da República Delson Lyra; a presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputada Maria José Viana; o advogado Everaldo Patriota, presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, e três mulheres acampadas, representando os acampamentos Flor do Bosque, Bota Velha e Jubileu 2000, também vinculados à Pastoral. Segundo ele, Ivandeje Maria se mostrou abatida por ter familiares doentes e pela demora do julgamento do habeas- corpus que as entidades de direitos humanos impetraram em seu favor, no dia seguinte à prisão.