Cidades
Desfalque � maior
O secretário adjunto da Saúde, Jorge de Souza Villas-Boas, disse que o desvio de verbas no órgão pode passar dos R$ 500 mil. ?Temos quase certeza de que é bem maior?, disse ontem, em entrevista. Villas-Boas e Antônio Guedes de Caldas, diretor administrativo e financeiro da Sesau, prestaram depoimento, ontem, no inquérito que vai apurar a fraude na falsificação de suas assinaturas visando sacar dinheiro vindo do Ministério da Saúde, que seria repassado para compra de medicamentos. Conta do Lifal A irregularidade foi constatada a partir de uma auditoria no setor financeiro, que revelou despesa considerada ?estranha? numa conta utilizada somente para pagamentos ao Laboratório Industrial e Farmacêutico (Lifal), que produz remédios para a rede pública de saúde. Solicitado um comprovante da operação, o documento não foi localizado na Secretaria. Havia apenas uma cópia que estava em poder do banco. A irregularidade foi constatada porque o número que o documento trazia do protocolo do gabinete do secretário era repetido, na verdade correspondia ao de outro ofício, expedido sobre assunto diferente. O secretário adjunto disse ainda que, apesar de ter havido transferência de recursos de outras áreas para cobrir o rombo, o abastecimento da rede pode ficar comprometido. ?Os recursos para a Saúde já são escassos ou insuficientes. Quando são desviados ou mal aplicados, realmente fazem falta?.