Cidades
Sindicato quer Ci�ncias M�dicas para alagoanos
O Sindicato dos Médicos de Alagoas enviou ofício à Fundação Universidade de Ciências da Saúde em Alagoas (Uncisal), solicitando a alteração no calendário das provas de seleção do curso de Medicina da Escola de Ciências Médicas de Alagoas (Ecmal). O pedido foi efetuado com a finalidade de reduzir o número de estudantes de outros estados no quadro acadêmico da instituição de ensino superior. De acordo com informações repassadas pelo sindicato, este ano, apenas nove formandos de Alagoas estarão concluindo o curso de Medicina de uma turma de 50 alunos. No último vestibular realizado pela Ecmal, segundo dados do sindicato, apenas 23 alagoanos foram aprovados num total de 50 vagas. ?Em todas as turmas a maioria dos estudantes é de alunos de outros estados do Nordeste?, frisou Edilma Barbosa, presidente do Sindicato dos Médicos. Ela alegou, ainda, que, no ano passado, apenas 13 estudantes alagoanos concluíram o curso de Medicina da Ecmal. ?Os outros 37 estudantes eram de outros estados. O que o sindicato deseja é resgatar a Ecmal para Alagoas. Estes estudantes, depois de formados, retornam para os seus respectivos estados, enquanto os nossos filhos são obrigados a recorrer a vestibulares em outras localidades?, desabafou ela, lembrando que a concorrência ano passado foi de 31 alunos para uma vaga. Alteração de provas No documento enviado à Uncisal, o sindicato pede que a data das provas seja alterada, coincidindo com as de vestibulares de instituições de ensino superior de outros estados. ?O vestibular da Ecmal é o último a ser realizado no Nordeste. Com isso, os estudantes fazem as provas nos seus estados e depois aqui. Caso sejam reprovados lá, eles têm a oportunidade de fazer o curso em Alagoas, caso seja aprovado?, frisou a presidente do sindicato. ?Temos uma estrutura de ensino boa que não existe em muitas outras unidades superior do País e que é sustentada pelos impostos do povo alagoano. Pena que ela está servindo para estudantes vindos de outros estados. Não somos contra que eles venham para cá, só queremos que os alagoanos também possam estudar numa instituição de ensino que é deles?, desabafou o diretor do sindicato Wellington Galvão, alegando que a reivindicação é uma luta antiga da entidade sindical.