Cidades
Suspeito s� dep�e na PF na segunda-feira
O ex-chefe do setor de contabilidade da Secretaria Executiva da Saúde (Sesau), Eduardo Martins Menezes, que prometeu ?contar tudo? sobre o caso da fraude na Secretaria de Saúde, do qual é o principal suspeito, não depôs ontem na Polícia Federal, como estava marcado. De acordo com delegado Arivaldo Menezes, que preside o inquérito da PF sobre o desvio de dinheiro da Sesau, o advogado do investigado, Fábio Ferrario, solicitou um prazo maior, alegando que seu cliente recebeu a intimação com antecedência de apenas 24 horas. Ficou definido que Eduardo Martins deve depor na próxima segunda-feira, às 14 horas. O processo investigatório iniciado no dia 20 de julho pela Polícia Federal, a partir de um ofício do secretário de Saúde, Álvaro Machado, pedindo a apuração de movimentações irregulares nas contas da Saúde, já soma cerca de 400 páginas, incluindo os ofícios supostamente fraudados, que autorizavam o Banco do Brasil a efetuar a transferência de recursos para as contas de duas empresas registradas em nome de Eduardo Martins Menezes Filho (uma construtora em Maceió e uma revendedora de derivados de petróleo em Sergipe). Segundo o delegado Arivaldo Menezes, a contabilidade vinha sendo ?mascarada? para que créditos e débitos fechassem sem mostrar os ?buracos? provocados pelo desvio de recursos. Até ontem, cinco pessoas já haviam sido ouvidas pela Polícia Federal: Josimar Melo (chefe da Divisão de Contabilidade da Sesau); Antônio Guedes (diretor-financeiro); o secretário da Saúde Álvaro Machado e o adjunto Jorge Villas-Boas, além do gerente do Banco do Brasil, Manoel Lino. De acordo com o delegado, muitas outras pessoas ainda serão ouvidas, entre elas o filho de Menezes, proprietário das empresas beneficiadas com a transferência irregular de recursos da Saúde. O delegado não faz previsão do tempo que será necessário para concluir a investigação.