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Dois meses ap�s chuva, Macei� n�o recebe verba

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Passados dois meses da chuva que provocou destruição e deixou cerca de 3 mil desabrigados e 30 mortos em Alagoas, a Prefeitura de Maceió ainda não recebeu os recursos federais solicitados para recuperar os estragos causados pelo temporal. De acordo com um relatório de Avaliação de Danos (Avadan) enviado à época ao Ministério das Cidades, são necessários R$ 13 milhões para construção de casas e investimentos em obras emergenciais. Para tentar agilizar a liberação da verba, segundo informou ontem à GAZETA a prefeita Kátia Born, o governador Ronaldo Lessa estará em Brasília, na próxima segunda-feira, acompanhado do presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, participando de uma reunião com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, o secretário nacional de Defesa Civil, coronel Jorge do Carmo Pimentel, disse que os recursos não foram liberados por problemas jurídicos e administrativos no âmbito municipal. Mas se esquivou de responder quais seriam esses problemas. Ele esteve em Maceió para participar do encerramento do curso de preparação de membros das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, realizado por técnicos do Ministério da Integração Nacional. Foi a segunda vez que esteve em Maceió, depois da tragédia provocada pela chuva em 1º de junho. Na época, ele recebeu o relatório de Avaliação de Danos (Avadan), que apontava a necessidade de liberação de recursos na ordem de R$ 13 milhões para construção de casas e recuperação de obras destruídas pelas chuvas. Ontem de manhã, durante uma reunião no Radar Meteorológico da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Jorge do Carmo confessou que os recursos da Defesa Civil nacional são insuficientes para cobrir todas as necessidades do órgão. O orçamento deste ano, de R$ 32 milhões, acabou no dia 15 de fevereiro, e foi necessário pedir uma suplementação. Para o próximo ano, a expectativa é que o órgão pode ter aumentado seu orçamento em pelo menos R$ 150 milhões. Jorge do Carmo, no entanto, prefere desconversar sobre a possibilidade de aumento do orçamento da Defesa Civil Nacional. ?Não queremos criar uma expectativa de uma coisa que pode não se concretizar?. Enquanto o dinheiro não chega, 104 famílias, cerca de 500 pessoas, que tiveram suas casas destruídas, ainda estão abrigadas em três alojamentos da cidade (Ginásio de Esporte do Colégio Estadual, Ginásio do Crispiniano Portal e no Acampamento de Monte Alegre). Elas recebem assistência do município, como alimentação, medicamentos e acompanhamento médico três vezes por semana, além de auxiliar de enfermagem durante toda a semana.

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