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Caso Jaudeni

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O depoimento do sogro do vereador Jaudeni Coutinho, coronel reformado da Polícia Militar, Mário Assunção, sobre o crime de extorsão e seqüestro dos comerciantes pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, foi adiado para a próxima segunda-feira, devendo acontecer na sede da Secretaria de Defesa Social. O motivo para a mudança da data teria sido burocrático, segundo informou um dos delegados que investiga o caso, Cícero Lima. O oficial reformado não teria sido notificado oficialmente para comparecer à sede da Secretaria. ?Por questões burocráticas tivemos que adiar o depoimento. Esse foi o motivo e nenhum outro?, disse. O coronel reformado é apontado pelas vítimas como um dos responsáveis pela pressão para que eles devolvessem R$ 110 mil que receberam do vereador Jaudeni Coutinho pela venda de um trator roubado. Por falta de provas técnicas, a comissão de delegados pode pedir, na próxima semana, à Justiça a devolução do inquérito para que possam ser realizadas diligências complementares sobre o caso. A prova seria a conversa gravada do vereador com os familiares das vítimas. Caso os delegados tenham acesso ao material, o inquérito será remetido à Justiça já na terça-feira. O vereador Jaudeni Coutinho, o delegado Moisés Marcelo e o policial Nivaldo Acioli já estão indiciados.

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