Cidades
Principal acusado diz que foi amea�ado
O ex-chefe da contabilidade da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau), Eduardo Martins Meneses, apontado como o principal acusado no desvio de recursos federais na ordem de R$ 3 milhões, declarou que está sendo vítima de ameaças através de ligações anônimas. ?Não temo e não devo nada a ninguém. Quem quiser me silenciar vai ter que me matar?, declarou ele, acrescentando que estará prestando depoimento na Polícia Federal, em Jaraguá, na próxima segunda-feira, sobre o desvio milionário de recursos. ?Vou repassar para a Polícia Federal tudo o que eu sei para que todas as dúvidas possam ser esclarecidas. Estou sendo apresentado como o bode expiatório desta trama. O secretário deveria ter esperado o resultado das investigações antes de ter me colocado como bandido na rua?, destacou o principal acusado do rombo na Sesau. Eduardo Meneses afirmou também que teria sido indicado para o cargo a pedido do próprio secretário de Saúde, Álvaro Machado. ?Em janeiro passado fui exonerado do cargo pelo governador. A pedido do secretário Álvaro Machado, que lutou pela minha permanência na Sesau, voltei 30 dias depois ao cargo?, frisou o ex-chefe da contabilidade da Sesau. Eduardo Meneses afirmou ainda que não tinha conhecimento de que estava sendo investigado pelo secretário. ?Se eu estava sendo investigado há seis meses pelo secretário, por que ele lutou tanto para que eu voltasse para a Sesau??, indagou ele. Menezes está afastado do cargo desde 1o de julho, quando o escândalo veio à tona. Confirmação O ex-chefe da contabilidade da Sesau confirmou que a empresa pertencente aos seus dois filhos, em Aracaju, Comércio de Derivados de Petróleo Ltda (Posto Hermes Fontes), recebeu a quantia de R$ 56 mil que teria sido paga pela secretaria em um dos ofícios fraudulentos expedidos pela secretaria. ?O dinheiro foi para lá no dia 30 de abril e consta no extrato bancário da empresa?, frisou Eduardo Menezes, alegando que os responsáveis pela empresa devem ser chamados pela polícia para justificar o recebimento da quantia. Segundo ele, a transação de pagamentos através de ofícios, apesar de proibida pelo governo do Estado, era praticada na Sesau. ?Acima de mim havia duas pessoas. Eu era apenas o chefe do setor de contabilidade, ocupando um cargo comissionado?, afirmou Eduardo Menezes. Ele alega ter ?bom relacionamento? com a cúpula da Secretaria de Saúde e nega enriquecimento ilícito. ?Nunca peguei nada de ninguém?. Eduardo Menezes negou também que tenha recebido comunicado da secretaria para prestar esclarecimentos à comissão da sindicância interna que investiga os desvios dos recursos públicos.