Cidades
Agressor tentou passar por v�tima na pol�cia
Por causa da truculência demonstrada no ataque, o ?pitboy? Charles Alexandre, o ?Charlão?, foi definido como ?uma arma branca? pelo chefe de operações da delegacia do 2º Distrito, Roberto Carneiro. ?Por causa da formação física, dos golpes que aprende e da truculência que demonstra, esse pessoal nem precisa andar armado. Eles já são uma arma branca?, diz. O acusado ?Charlão? também tentou ser esperto. Curiosamente, foi ele quem procurou a polícia para denunciar que tinha ?sofrido espancamento?. Segundo o chefe de expediente, ?Charlão? foi à delegacia na terça-feira seguinte ao espancamento e, mostrando um hematoma na falange do dedo anular da mão esquerda, tentou obter um Boletim de Ocorrência (B.O.) denunciando a agressão. ?Ele tentou passar da condição de agressor à de vítima, mas não nos convencemos da versão dele?, disse o policial. Os agentes do 2º DP já estavam em diligências para identificar os responsáveis pelo espancamento em Jaraguá. Com base nas informações da família, o chefe de expediente já havia iniciado as apurações e sabia que ?Charlão? era aluno do curso de Educação Física de uma faculdade situada no próprio bairro. O agente foi à instituição na segunda-feira, dia seguinte ao espancamento, mas não conseguiu obter o endereço de ?Charlão? porque não levava um ofício solicitando isso de maneira formal. Segundo ele, quando elaborou o ofício e se preparava para ir à faculdade, ?Charlão? compareceu ao 2º distrito. Mas, ao invés de obter o B.O., foi indiciado. Interrogado, delatou os quatro alunos. Segundo a polícia, o segundo acusado, Leandro Albuquerque Ferro, aparenta ser ainda mais violento que ?Charlão?. ?Os agentes que foram entregar a intimação disseram que ele [Leandro] não quis receber. E não recebeu?. Os investigadores tiveram de acionar o pai de Leandro, que o levou para o depoimento. O chefe de expediente do 2º DP negou que as investigações tenham demorado e atribuiu a suposta fuga dos acusados a um vazamento de informações dando conta de que o pedido de prisão preventiva estava para ser feito. ?A possibilidade de ele [?Charlão?] ser preso é maior do que não ser preso?, disse o chefe de expediente, Roberto Carneiro. Segundo ele, a polícia está apurando a localização de ?Charlão?, que saiu de Maceió, mas ainda estaria em Alagoas, embora tenha estado no Rio nos últimos dias. Sua prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 1a Vara Criminal, Daniel Accioly. No despacho, o magistrado determina que Charles Alexandre seja recolhido ao presídio Cirydião Durval, quando for preso.