Cidades
M�o-de-obra ociosa ainda � alta na pris�o
Hoje, o sistema prisional tem 1.641 presos. É muita mão- de-obra ociosa, visto que pouco mais de 23% estão em atividade. São pessoas que passam o dia todo sem fazer nada. ?O sistema tem jeito, mas precisa mudar a legislação. O Estado tem obrigações com os presos, mas eles precisam trabalhar. Quando condenados, devem pagar pelo que precisam usar ou consumir. Pagar, inclusive, pela sua assistência médica e odontológica que recebem?, propõe o secretário de Ressocialização, Valter Gama. A idéia não atingiria os presos provisórios. O secretário destaca que existem presos em todo sistema que apesar de não terem um sexto da pena já assumem obrigações. ?Fazem questão de trabalhar na padaria, limpeza, cozinha, auxiliar administrativo. Outros que têm profissão, trabalham como pedreiros, enfermeiros e técnicos?, acrescentou Valter Gama. São detentos que sequer têm o direito de deixar o prédio, realizando uma atividade interna. O delegado Valter Gama, designado para assumir a Secretaria de Ressocialização após uma fuga em massa de presos do Baldomero Cavalcanti, admitiu que há um grande número de detentos que estão com um sexto da pena, têm bom comportamento, mas ainda não estão trabalhando nos projetos de profissionalização do sistema carcerário do Estado. Ele está encaminhando ao Ministério da Justiça um novo projeto para artesanato com coco. Haverá capacitação de artesãos e toda produção será exportada. De imediato, 30 presos serão beneficiados. (EF)