Cidades
Produto pirata invade ruas de Macei� e conquista consumidor
Eles estão por toda a parte, no calçadão do comércio, nas esquinas de bairros, em frente a agências bancárias e até mesmo na porta de lojas, disputando os clientes com os comerciantes. Os vendedores de produtos ?piratas?, como ficaram conhecidos os ambulantes que vendem artigos contrabandeados geralmente do Paraguai, tornaram-se uma verdadeira ?febre? nas ruas de Maceió. Com preços convidativos e uma variedade de produtos, eles acabam sendo uma alternativa para consumidores e um meio de sobrevivência para centenas de pessoas. Muitos são os que questionam a qualidade dos produtos piratas, mas poucos conseguem resistir à tentação de comprar CDs, tênis de marcas conhecidas internacionalmente, cigarros, bebidas, camisas de clubes de futebol, relógios ou outras ?bu-gingangas? falsificadas com pre-ços bem abaixo dos produtos na-cionais. Garantia, para a maioria dos adeptos dos piratas, pouco importa. Na hora de eco-nomizar, o preço fala mais alto. A ?febre? dos piratas desagrada mesmo é aos comerciantes, que se sentem lesados por terem que disputar os clientes com os ambulantes, principalmente quando o assunto é CD e DVD falsificados. ?Ainda nem recebi o lançamento em DVD do Limão com Mel e já tem uma banca na minha frente vendendo o pirata. É um absurdo?, considera Quitéria Messias, proprietária da Baby Discos, uma das poucos que ainda sobrevivem à pirataria. Proibido por lei, o contraban-do desafia até mesmo a polícia, que alega não dispor de estrutu-ra suficiente para combatê-lo. Livres de fiscalização e controle por parte do poder público, os vendedores de piratas pare-cem se multiplicar a cada dia. ?Não tem emprego para to-do mundo. Temos que viver dis-so mesmo. ?Pior é roubar?, resu-me Socorro Souza, que divide com o irmão, Daniel, o trabalho em uma banca do Centro.