Cidades
Recursos para habita��o s� de fora
Foram os recursos vindos de fora que possibilitaram, segundo a Secretaria de Habitação, a construção dos conjuntos habitacionais mais recentes em Maceió. Como os R$ 8,5 milhões captados junto ao governo federal e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção das 564 unidades do Conjunto Denisson Menezes, no Tabuleiro. E as 1.094 casas dos conjuntos Carminha e Freitas Neto, no Benedito Bentes, foram construídas em parceria com o Estado. Ainda em fase de projeto há uma ampliação no Conjunto Selma Bandeira, em que o município prevê desde a construção até a reforma de casas já existentes no residencial, em que seriam investidos R$ 12 milhões. Arrendamento A perspectiva de construção de cerca de 6,5 mil unidades, só em Maceió, pelo Programa de Arrendamento Familiar (PAR), torna o principal programa de habitação em atividade no Estado. Entretanto, o total ainda se encontra bem distante do déficit habitacional estimado para Maceió. A projeção em que se baseiam os órgãos federais que atuam na área é de que a capital tenha 130 mil moradias a menos que o necessário. Para o Estado todo, o déficit seria de 150 mil unidades. A Secretaria Municipal de Habitação, porém, contesta o dado. Segundo o órgão, os 130 mil de déficit se referem ao total estimado para Alagoas; em Maceió, a diferença entre o ideal e o atual seria menor: 90 mil moradias. Em todo o Brasil, o déficit é de 6,6 milhões de unidades. ?Há uma série de fatores, mas entre os principais se pode citar a falta de investimentos; primeiro porque não há recursos e, depois, porque não existe disponibilidade de terrenos?, explica o professor de Arquitetura e Urbanismo da Ufal Pedro Cabral, mestre em Planejamento Urbano pelo Programa de Desenvolvimento Regional em Meio Ambiente (Prodema). Agente financiador No primeiro grupo de fatores, Cabral lembra que não existe um agente financiador voltado exclusivamente para isso; nos moldes do extinto BNH (Banco Nacional da Habitação), por exemplo: ?Você tem como agente financeiro nessa área a Caixa Econômica, mas ela não trabalha exclusivamente nisso, e os bancos privados são tímidos em financiar esse segmento?. Para ele, uma opção seria o incentivo em outras vias que não apenas a financeira convencional: ?Uma saída seria a instituição de bancos de material de construção ou de linhas de financiamento apenas para o terreno. Nesse caso, os próprios futuros moradores entrariam com a mão-de-obra?. ?Enquanto principal braço operacional do governo federal para combater o déficit habitacional, não podemos negar que esse tema nos preocupa. Mas ele está sendo enfrentado?, diz o representante da Caixa Econômica. Para Edson Holanda, uma das saídas é a instituição de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, embora a principal fonte de recursos ainda seja, de longe, o governo federal. ?Avaliamos que, a médio prazo, esse problema será bastante resolvido?.