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Nº 5718
Cidades

�ndios mant�m ocupa��o � sede da Funai

Representantes de povos indígenas do Sertão de Alagoas, cerca de 130 índios, entre adultos e crianças, estão dispostos a só deixarem a sede da Funai com decisões objetivas para ser reconhecidos pelas suas tradições étnicas, que os habilita legítimos donos

Por | Edição do dia 17/04/2002 - Matéria atualizada em 17/04/2002 às 00h00

Representantes de povos indígenas do Sertão de Alagoas, cerca de 130 índios, entre adultos e crianças, estão dispostos a só deixarem a sede da Funai com decisões objetivas para ser reconhecidos pelas suas tradições étnicas, que os habilita legítimos donos das terras de seus antepassados. De acordo com informações do coordenador da Comissão Indigenista Missionária, da Região Nordeste (Cimi/NE), Jorge Vieira, os jeripankós, de Pariconha, esperam esse reconhecimento desde 1992, quando foi feito portaria para que fosse efetuado o levantamento fundiário de sua área. “Só o cacique Genésio Miranda foi 36 vezes a Brasília e nada foi feito”, comentou Jorge, ao informar que em abril do ano passado, esses povos resolveram acampar na Funai, para forçar o levantamento fundiário. Depois de elevada pressão, saiu determinação para que uma equipe técnica juntamente com um antropólogo fizessem o trabalho, e, de imediato, entregassem o relatório à Funai, mas até agora, um ano depois, o relatório não foi entregue. No trabalho deveriam constar todas as informações sobre hectares, benfeitorias e outros pontos correlatos para garantir a terra aos índios. Os karuazu, e katókinn, os kalankós, os koiupanká, dos municípios de Inhapi, Pariconha e Água Branca, também reivindicam o reconhecimento oficial de povos indígenas para ter direito à terra. Segundo o administrador substituto da Funai, José Lemos, o antropólogo indicado pela Associação de Antropologia do Brasil estaria em débito com o INSS e impossibilitado de firmar o contrato de prestação de serviço de imediato. Acrescentou, porém, que a situação estaria sendo negociada para resolver o impasse.

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