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Caso Carlinhos Maia

PRESOS TÊM ENVOLVIMENTO EM CRIMES PATRIMONIAIS, DIZ POLÍCIA

Émerson de Holanda Lira, Eliabil Custódio Napumoceno e Wellington de Medeiros são naturais da Paraíba

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Pelo menos dois dos três presos suspeitos de envolvimento no furto milionário ao apartamento do influenciador digital Carlinhos Maia têm histórico criminal e participação em um arrombamento de residência em Campina Grande-PB e envolvimento no furto de um cofre de uma igreja da mesma cidade, que deixou um prejuízo de R$ 500 mil, além de assalto a banco. Émerson de Holanda Lira, de 45 anos, e outro homem identificado como Eliabil Custódio Nepumoceno trabalham com compra e venda de carros no estado da Paraíba, onde foram presos. Um servente de pedreiro também foi preso pelo crime. “Estamos falando de um investigado primário, possuidor de bons antecedentes, empresário do ramo automobilístico, que não tem nenhuma mácula na sua trajetória. Não tivemos contato com ele até o momento”, afirmou o advogado de defesa de Émerson, Evanildo Nogueira. Ele conta que não teve nenhum acesso aos autos e nem às provas e que a defesa foi pega de surpresa com a prisão preventiva. O servente de pedreiro foi identificado como Wellington de Medeiros da Silva Morais, de 23 anos. Todos eles seriam naturais da cidade paraibana de Campina Grande. Segundo a defesa, nenhum material ilícito foi encontrado com os suspeitos durante o ato de prisão. Até o fechamento desta edição, os objetos furtados não haviam sido localizados pela polícia. As prisões de três dos suspeitos de participação na invasão e no furto ocorreram após a identificação de um veículo suspeito nas imediações do prédio durante o trabalho investigativo. Tratava-se de um carro modelo Fox de cor branca, que teria saído do estado da Paraíba no sábado à noite, quando ocorreu o crime. Os três presos têm ligação direta com o veículo, que estava, inclusive, sendo preparado para desmanche. Os bens furtados do influenciador não foram encontrados. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, no momento da prisão, um dos suspeitos encontrava-se dentro do carro, onde foram apreendidos um par de luvas e uma lanterna, materiais que teriam sido utilizados no crime. Um dos suspeitos também estava dentro do carro no momento da prisão. “No ato criminoso, esteve na cena do crime o veículo que passa pelo local. Temos certeza que ele está relacionado ao crime. Esse veículo saiu da cidade de Campina Grande na noite do sábado e veio exclusivamente para Maceió. Dentro dele, apreendemos as luvas e uma lanterna. O veículo não parou em momento nenhum, tudo isso para prejudicar a investigação. Ele para por dois ou três minutos, que é o momento que ele sai do residencial e pega os outros criminosos”, afirmou Gustavo Xavier. “Após identificar o veículo, partimos com a investigação daí. Nas diligências na Paraíba, eles foram identificamos e o veículo encontrado em uma oficina, sendo preparado para desmanche. Dentro do cofre do carro, a polícia encontrou a lanterna e um par de luvas. O veículo foi colocado na oficina por um dos presos que tem passagem pela polícia por arrombamento de residências em Campina Grande. Dois presos são suspeitos de participarem de arrombamentos em locais onde conseguiriam bens de grandes valores, e também de um cofre da igreja com valor de R$ 500 mil”, falou o delegado Lucimério Campos. As prisões foram expedidas pela 10ª vara criminal da capital e as investigações referentes ao caso continuam. “Os trabalhos continuam, chegamos às pessoas envolvidas no crime e vamos trabalhar com todas as hipóteses até chegarmos aos cabeças dessa organização”, falou o delegado Thales Araújo.

Segundo Gustavo Xavier, os três negaram participação no crime durante depoimento. “Eles negam, em depoimento, e isso é normal. Nós respeitamos esse depoimento, mas tivemos elementos suficientes para que a Justiça decretasse a prisão. Outras pessoas estão envolvidas, e vamos identificar cada um na medida da sua conduta. Identificaremos todos eles”, destacou o delegado.

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