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IMA prop�e recupera��o da �rea de Santa Rita
FÁTIMA ALMEIDA Mais de 40% da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Rita, em Marechal Deodoro, está desviada de suas especificações naturais, com processos avançados de degradação considerados irreversíveis. Isso é resultado, segundo o gerente de Unidades de Conservação do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Antônio Wilton Carvalho, de 20 anos (desde a criação da APA, em 1984) sem um planejamento de uso e ocupação da área e de sua biodiversidade. Esse processo, segundo ele, tem como fatores principais a ocupação irregular das margens das lagoas, a especulação imobiliária, a impermeabilização de algumas áreas com calçamentos e asfalto e a falta de um sistema de esgotamento sanitário nas áreas povoadas. ?Toda unidade de conservação precisa de um sistema de gestão e o nosso está com 20 anos de atraso?, destaca. Ontem pela manhã, Wilton Carvalho apresentou, durante a reunião do Conselho de Proteção Ambiental (Cepram), um Plano de Gestão para a APA de Santa Rita, resultado, segundo ele, de dois anos de estudos para o detalhamento das finalidades e zoneamento da área, que mede mais de 10 mil metros quadrados, começando na Ponte Divaldo Suruagy (divisa entre os municípios de Maceió e Marechal Deodoro) até as imediações da Praia do Francês, incluindo comunidades como Barra Nova, Broma, Santa Rita e Massagueira. Embora não tenha como resgatar parte do que foi desviado de suas especificações, Wilton Carvalho acredita que o Plano de Gestão vai evitar que o processo continue avançando e possibilitar a contenção da expansão urbana desordenada e a ocupação irregular de áreas da APA de Santa Rita. ?A Praia do Saco, por exemplo, deveria ser uma unidade de conservação da APA, mas foi tomada pela especulação imobiliária e não tem como reverter isso. O que podemos fazer é negociar uma compensação com outras áreas, como a do Detran?, observa. Na próxima terça-feira, o projeto será discutido numa comissão especial constituída por conselheiros do Cepram, e só depois disso retornará para votação do conselho. Lixão A Prefeitura de Maceió já recebeu o Termo de Referência para proceder o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para definição do aterro sanitário do município e região metropolitana. A informação foi confirmada ontem pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Pedro Macedo, durante a reunião do Cepram. Mesmo assim, o capítulo final da implantação do aterro sanitário ainda deve demorar pelo menos um ano para ser escrito. Com o Termo de Referência em mãos a prefeitura já pode contratar a empresa que fará o EIA-Rima, mas pouca gente acredita que ele saia em menos de seis meses.