Cidades
PF pode pedir quebra do sigilo de Menezes
GILVAN FERREIRA A Polícia Federal não descarta a possibilidade de pedir à Justiça a prisão preventiva e a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-chefe do setor de Contabilidade da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau), Eduardo Menezes, principal acusado do desvio de R$ 3,5 milhões da Secretaria. A GAZETA ouviu ontem delegados e policiais federais especializados em investigações envolvendo combate ao crime organizado, que sugeriram a necessidade do presidente do inquérito, delegado Arivaldo Marques, pedir à Justiça o rastreamento das contas que receberam recursos desviados da Sesau. A medida teria como objetivo evitar que os acusados ?apaguem? as provas do crime. Os policiais federais também não acreditam na participação de uma única pessoa no golpe contra a Secretaria de Saúde. ?É um típico caso de ação de grupo. O volume de recursos desviados e a forma como aconteceu deixam claro que há muito mais gente envolvida no golpe. Esse é um tipo de crime que envolve gente muito especializada e que trabalhou para não deixar rastros?, revelou um delegado da PF alagoana. ?O delegado Arivaldo poderia antecipar o pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário do principal acusado, Eduardo Menezes, e inclusive poderia pedir a sua prisão preventiva, que ajudaria nas investigações?, disse o delegado. Receio O delegado Arivaldo Marques, que preside o inquérito e tem evitado revelar detalhes sobre investigações, não quis confirmar a possibilidade de pedir a quebra do sigilo fiscal e bancário e a prisão preventiva de Eduardo Menezes. O delegado Marques disse que ainda não tem uma posição definida de quando vai pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal de Eduardo Menezes. Ele também não confirmou a possibilidade de pedir a prisão preventiva do principal acusado. ?O inquérito está no começo e ainda não decidi sobre a possibilidade de pedir a quebra do sigilo fiscal, bancário e a prisão de Eduardo Menezes. Tenho quer ouvir muitas pessoas e juntar provas?, disse. Ontem, o gerente de contas do Estado da Caixa Econômica Federal (CEF) ? onde supostamente foi depositada parte dos recursos desviados da Sesau ?, Paulo Jorge de Carvalho, prestou depoimento ao delegado Arivaldo Marques, mas evitou falar à imprensa.