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Davino amea�a fechar boates sem seguran�a

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FÁTIMA ALMEIDA O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, criticou ontem, durante encontro na Secretaria de Defesa Social ? que reuniu autoridades da Segurança e da Justiça e donos de casas de show ? o comportamento da equipe de segurança da Uau, local do espancamento praticado por pitboys contra um cliente da casa, no dia 11 de julho. ?Com base nas imagens, podemos constatar que a equipe de segurança da boate tremeu na base e não agiu diante do ataque dos pitboys?, disse Lisboa, na sala lotada da secretaria. O proprietário da Uau, Sérgio Feitosa, rebateu e argumentou que os seguranças não têm como entrar numa briga como aquela. O objetivo da reunião, segundo o secretário Robervaldo Davino, foi discutir estratégias para aumentar a segurança nos eventos, mas ele acabou fazendo um alerta. ?Estamos aqui para trocar idéias e evitar medidas mais drásticas como o fechamento de casas de shows. Vamos todos verificar as medidas legais de funcionamento, em todos os aspectos, para evitar surpresas?, avisou. Desconhecimento O secretário destacou o fato de que só depois que se tornaram públicas as imagens do espancamento no interior da boate Uau é que tomou conhecimento de que cenas como aquela já vinham acontecendo em outras ocasiões. O diretor-geral de Polícia Civil, Roberto Lisboa, reforçou que se episódios de violência envolvendo praticantes de artes marciais já vinham acontecendo, poderiam ter sido resolvidos se os organismos de segurança tivessem sido procurados antes. ?Eles não são tão valentes quanto parecem na fita. Senão, não estariam com tanto medo de se apresentar à polícia?, provocou Lisboa. O aumento efetivo de segurança própria e qualificada e a instalação imediata de circuitos internos de TV foram as principais indicações da SDS para os donos de casas de shows, para evitar novos tumultos e proteger os freqüentadores. Os proprietários, por sua vez, querem mais atenção da polícia no sentido reduzir a criminalidade dentro e fora dos ambientes de shows, e que os excessos sejam punidos. Esta foi a primeira reunião entre os empresários do setor de eventos e os organismos de segurança pública do Estado, depois do episódio em que lutadores de jiu-jítsu espancaram o estudante Klebson dentro da Uau, que causou, inclusive, sérias seqüelas, como traumatismo craniano e facial.

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