Cidades
Assaltantes usam �rea urbana como reduto
EDNELSON FEITOSA Em Maceió, ataques a bancos e seqüestros são planejados e executados em casas e apartamentos de conjuntos habitacionais, como o Benedito Bentes e o Inocoop, no Tabuleiro do Martins. Os assaltantes costumam alugar e até mesmo comprar casas na periferia da cidade para usar como esconderijo ou cativeiro. Tentam se passar por pessoas comuns, sem despertar suspeitas. Nem sempre conseguem. Como foi o caso do assalto mais recente, no fim de junho, ao Banco Real, onde um bando de cinco assaltantes alugou uma casa no Benedito Bentes, de dois andares, com piscina e todo conforto. A polícia localizou a casa, mas os assaltantes fugiram, depois de uma caçada da polícia aos bandidos pelas ruas do Conjunto Benedito Bentes - apenas um assaltante foi preso. Outro caso que ficou para a história da trama policial alagoana foi o ?estouro? do cativeiro dos universitários Mariane França, 20 anos, filha do dono de uma concessionária de veículos, em maio desse ano, e Alex Cícero de Mendonça Alves, 21, filho do empresário Álvaro Mendonça, dono da Madeireira Carajás, que passou quase 30 dias nesse mesmo cativeiro, em 2002. O intervalo do primeiro seqüestro para o segundo é de dois anos, mas, de acordo com a polícia, o cativeiro foi o mesmo. Uma casa no Conjunto Inocoop, que também teria servido de ?prisão? para outro seqüestrado, o estudante Carlos Dâmaso, filho do dono da Casa Vieira. A polícia ainda investiga a ?coincidência? de que uma mesma quadrilha tenha agido nos três casos. Vizinhos A Polícia Militar já tem telefone exclusivo e confidencial para vizinhos que desconfiem de movimentos estranhos em sua rua. Por exemplo: os vizinhos desconfiavam dos inquilinos do bangalô de dois andares, com piscina, onde os assaltantes de banco faziam verdadeiras esbórnias. O evangélico Antônio Jerônimo, 69, tinha certeza de que havia algo de anormal acontecendo. Ele reclamou das festas que prejudicavam os vizinhos, bem como de um ?garotão? que saía de carro em alta velocidade, colocando em risco a vida de todo mundo. A costureira Graça Andréa de Andrade, 44, vizinha do lado direito, declarou que o dono alugou o imóvel através de uma imobiliária. ?A maioria era de homens jovens, uns bem mocinhos mesmo, não tinha crianças na casa. Porém, vinham muitas mulheres. Outra vizinha disse que jamais desconfiou que se tratassem de marginais. Arruaceiros sim, bandidos não dava para desconfiar?.