Cidades
Valor do rombo foi multiplicado por sete
FÁBIA ASSUMPÇÃO O esquema de fraudes nas contas da Secretaria de Saúde, que contabiliza um rombo de R$ 3,5 milhões, ganha a cada dia novos contornos e parece estar longe de chegar a um final que aponte seus responsáveis e principais beneficiários. O inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) para investigar o caso começou no dia 20 de julho, com apenas um ofício enviado pelo secretário de Saúde, Álvaro Machado, denunciando a descoberta das fraudes nas contas da Saúde em maio deste ano. O inquérito soma dois volumes e dois apensos, com mais de 200 páginas. Pelo menos dez pessoas, entre servidores da Secretaria de Saúde, gerentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal já foram ouvidas. E outras 30 pessoas deverão ser ouvidas nas próximas semanas pelo delegado federal Arivaldo Menezes Marques, que preside o inquérito. A peça policial reúne 80 cópias dos ofícios usados para transferências irregulares de cinco contas da Secretaria de Saúde no Banco do Brasil, somando um desvio de mais de R$ 3,5 milhões, beneficiando 22 pessoas físicas e jurídicas. O esquema veio à tona no dia 20 de julho, quando em entrevista coletiva o secretário de Saúde, Álvaro Machado, anunciou que uma auditoria interna descobriu dois ofícios com as assinaturas falsificadas do secretário-adjunto Jorge Villas Boas e do diretor-financeiro da Sesau, Antônio Guedes Caldas, usados para desviar recursos das contas da Saúde para empresas que sequer eram cadastradas na secretaria. Das 35 contas da Saúde, que movimentam cerca de R$ 10 milhões/mês, pelo menos cinco foram alvo da fraude. O dinheiro desviado deveria ser destinado à compra de medicamentos e suprimentos para as unidades de Saúde, como as de Emergências do Agreste e de Maceió.