loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 26/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cannabis medicinal

PROFISSIONAL TEM 50 PACIENTES QUE FAZEM USO DO TRATAMENTO

Cirurgião-dentista Edyerk lira diz que a maioria desses pacientes é ansiosa e dorme muito mal, pois não apresentam um sono reparador

Ouvir
Compartilhar
O cirurgião-dentista Edyerk Lira: “Prescrevo óleos e pomadas de cannabis para pacientes”
O cirurgião-dentista Edyerk Lira: “Prescrevo óleos e pomadas de cannabis para pacientes” -

“Prescrevo óleos e pomadas de cannabis para pacientes que apresentam patologias e necessitam desse tipo de tratamento, como os que têm bruxismo, neuralgia do trigêmeo e dores orofaciais”, afirma o cirurgião-dentista Edyerk Lira, ressaltando que tem, em média, 50 pacientes que fazem uso do tratamento em Alagoas. “Os pacientes que apresentam bruxismo normalmente acordam com dores nos músculos da face e no pescoço. A maioria desses pacientes é ansiosa e dorme muito mal. Pois não apresentam um sono reparador. Após o uso dos fitocanabinoides, eles melhoram a qualidade do sono, não sentem mais dor ou cansaço nos músculos da face e sentem-se mais dispostos durante o dia. A maioria deles relatam que voltaram a sonhar. Pois não sonhavam”, expõe.

ASPECTOS JURÍDICOS

No Brasil, o primeiro passo dado sobre o uso medicinal da planta foi em 2014. Naquele ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou, por meio da resolução nº 2.113/2014, o uso compassivo do canabidiol, que é um dos compostos da planta, para o tratamento de casos específicos de epilepsias em crianças e adolescentes, quando os tratamentos convencionais não tivessem surtindo o efeito desejado. Com o tempo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação limitada de medicamentos a base da cannabis ou aquisição em farmácias de produtos restritos e onerosos. Segundo o advogado Victor Mansur Uchôa, que presta assistência jurídica ao Instituto de Ciências Cannabinoides (ICCA), outro voltado para o tema em Alagoas, os medicamentos custam R$ 2 mil por frasco de poucos mililitros que duram, em média, 15 dias. “Valores de quase R$ 5 mil por mês somente com um medicamento não são para qualquer um”, expõe. Ele explicou em entrevista à Gazeta de Alagoas que algum progresso no sentido de acesso aos medicamentos foi possível por meio de liminares proferidas pelo Poder Judiciário. No Brasil, não é permitido o cultivo e a comercialização dos produtos a base de cannabis e o cultivo só foi cedido para poucas pessoas e associações por vias judiciais, pois não há regulamentação. Em todo o país, somente uma associação, localizada na Paraíba, tem liminar na Justiça que autoriza a comercialização dos produtos medicinais a base da planta. É a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), que possui milhares de associados. “Esse progresso cabe em grande parte graças ao Judiciário, que devido às associações e seus representantes, vêm gradualmente garantindo algumas vitórias, como por exemplo a ABRACE, a APEPI e tantas outras. Sinda assim, algumas centenas de Habeas Corpus espalhados por mais de 17 estados da Federação, que garantem o plantio individual ou familiar”, explica o especialista em Direito Médico. Atualmente, há uma insegurança jurídica para quem cultiva, extrai, comercializa e até consome para fins medicinais pela falta de regulamentação. Por um lado,tem-se a Anvisa, que já se posicionou de forma restrita e não abarca a amplitude de necessidades dos pacientes. Do outro, não há matéria aprovada no Congresso sobre o tema.

“Hoje no Brasil pode usar quem pode pagar por ele valores altíssimos, um outro grupo de pessoas que conseguiu na justiça o acesso ao medicamento, que hoje tem um custo altíssimo, também quem conseguiu acesso se afiliando a associações sérias por meio de liminares, que podem inclusive serem cassadas, fazem a produção e extração.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

O restante da população, ou não tem acesso, ou não tem condições de contratar médicos para seus diagnóstico, realizar exames, e muito menos contratar advogado”, expõe o advogado Victor Mansur. Ele afirma ainda que, como não há regulamentação por meio de lei ou da própria Anvisa de forma ampla, muitas pessoas que cultivam e extraem para uso medicinal podem ser ciminalizadas e até enquadradas no crime de tráfico de drogas. “Assim, uma pessoa que não pode ter acesso a médicos ou a advogados e decide fazer um cultivo para tratar de sua doença ou de um familiar, e mesmo que seja uma pequena produção, ainda que menor das autorizadas por meio de Habeas Corpus preventivo, pode, e em muitos casos estão sendo presos, tratados como criminosos, como traficantes, e respondendo a processos onde as penas podem chegar a mais de 15 anos de prisão”.

Relacionadas