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USO DA CANNABIS MEDICINAL TEM AÇÃO ANTICONVULSIONANTE

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Um dos poucos profissionais da saúde a prescrever o tratamento em Alagoas, ele elenca que a cannabis medicinal provoca relaxamento muscular, tem ação anticonvulsionante, atua contra náuseas e vômitos, tem efeitos ansiolíticos, reduz efeitos colaterais de outros medicamentos, reduz a sialorreia ou hipersalivação, dentre outros efeitos. “Na minha prática clínica, uso óleos aplicados na mucosa oral, mas também existe o uso inalatório, por meio de vaporizadores. Importados, temos cápsulas, óleos, sprays e supositórios”, informa o médico.

Ele explica que os principais componentes da cannabis são o “THC” ou tetrahidrocanabinol, que tem potencial de causar dependência, quando exposto em combustão ou, popularmente falando, quando é ‘fumado’, e o “CBD” que é o canabidiol, com potencial terapêutico e é usado no tratamento de epilepsia, esclerose múltipla, esquizofrenia, mal de Parkinson, autismo e dores crônicas. “Existem 27 variedades modernas de cannabis. Fumar a planta significa adulterar os componentes durante a combustão do cigarro na procura do “THC” ou tetrahidrocanabinol que pode causar dependência, sem muito poder medicinal. Já nos óleos e extratos [via oral], os componentes são bem aproveitados. Já o canabidiol não é psicoativo, ou seja, não dá aquele ‘barato’ procurado pelos apreciadores da planta. O uso recreativo, portanto, não faz parte da terapia canábica”, esclarece.

O cirurgião-dentista alagoano e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Odontologia Canabinoide, Edyerk Lira, também prescreve medicamentos a base do canabidiol para pacientes, especialmente, aqueles que têm bruxismo.

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