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Grupo alagoano silencia sobre den�ncia de trabalho escravo

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DORGIVAL JUNIOR O grupo empresarial alagoano Lima Araújo Agropecuária Ltda ainda não se pronunciou sobre a acusação de exploração de trabalho análogo ao escravo que está sendo acusado de exercer em duas fazendas no Estado do Pará. O empresário Jefferson Lima Araújo ao ser procurado pela equipe de reportagem da GAZETA DE ALAGOAS não quis se pronunciar sobre a denúncia. Ele informou que estaria viajando e só retornaria para Maceió no próximo sábado. O grupo pode ser condenado a pagar a quantia de R$ 85 milhões por reincidência na exploração de trabalho escravo. A indenização por dano moral coletivo relacionado a trabalho escravo é a maior já pedida no país. Se condenada, a Lima Araújo pode recorrer da decisão judicial. O flagrante da exploração foi constatado nas fazendas Estrela de Maceió, localizada no município de Cumaru, e Estrela de Alagoas, em Piçarra. As duas propriedades são utilizadas na exploração de gado de corte. A ação tramita na 2ª Vara da Justiça do Trabalho, em Marabá (PA), e ainda não tem data para ser julgada. O juiz federal responsável pela decisão, Antônio Vieira, também foi procurado pela GAZETA DE ALAGOAS, mas não foi encontrado. O procurador do Ministério Público do Pará, responsável pela ação e que pediu para não ter o nome revelado, não soube determinar se no grupo de trabalhadores explorados há alagoanos. ?A grande maioria é de pessoas procedentes dos estados do Piauí e do Maranhão?, frisou ele, acrescentando que para saber se algum alagoano faz parte dos trabalhadores que estavam nas propriedades em regime escravo, seria necessária uma consulta de dados ao Ministério do Trabalho. Ele alegou ainda que a ação teria sido movida devido às condições de higiene, habitação e segurança do trabalho, além de ter sido constatado o cerceamento do direto de ir e vir dos trabalhadores. O procurador informou ainda que os acusados só poderão recorrer da denúncia quando a ação tiver sido julgada pelo juiz responsável, alegando que as fazendas Estrela de Maceió e Estrela de Alagoas foram submetidas a quatro fiscalizações. ?Em uma das operações de fiscalização estive presente e nela foram encontradas cerca de 80 pessoas trabalhando em regime análogo ao de escravo?, destacou o procurador. DRT O delegado do Trabalho em Alagoas, Ricardo Coelho, informou que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) não tem registro da saída de alagoanos para o Estado do Pará. Segundo ele, a saída de trabalhadores é fiscalizada pela delegacia. ?Existe todo um procedimento. O representante de determinada empresa contrata os trabalhadores com carteira assinada para, posteriormente, pedir a autorização à DRT para a viagem. A delegacia cadastra e envia uma certidão para a DRT do Estado de destino que ficará responsável pela fiscalização do trabalho do grupo contratado?, salientou, alegando que as saídas de alagoanos, geralmente são para os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso, para trabalhar na cultura da cana-de-açúcar.

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