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Ping�im da Patag�nia se recupera em AL com pur� de sardinhas e soro

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O pingüim encontrado esta semana por pescadores na costa de Barra de Santo Antônio continua sob observação no Centro de Triagem de Animais Silvestres na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele está sendo alimentado através de uma seringa com purê de sardinha e vem recebendo soro fisiológico duas vezes por dia. ?Se superar essa fase de abatimento, nos próximos três dias ele sai do período de risco?, observa o veterinário Marcelino Weigmar, do Centro de Triagem de Animais Silvestres. A ave chegou ao Ibama ao meio-dia da segunda-feira, bastante debilitada depois de uma longa viagem da região da Patagônia, na Argentina, até o litoral de Alagoas. Este é o segundo pingüim encontrado no litoral alagoano em menos de 15 dias. O primeiro, encontrado no dia 27 de julho, morreu poucas horas depois de ter chegado ao Ibama. ?O estado deste pingüim é bem melhor do que o do encontrado anteriormente, que apresentava diarréia infecciosa?, afirma Marcelino Weigmar. Segundo ele, assim como ocorreu com o primeiro pingüim, houve um erro dos pescadores ao colocar a ave numa caixa com gelo. O veterinário explicou que, apesar de viver em lugares frios, a temperatura corporal de um pingüim varia entre 39 a 41 graus. Marcelino Weigmar informou que colocando a ave no gelo ela pode sofrer um processo de hipotermia ? queda rápida da temperatura do corpo. ?No caso de encontrar um pingüim, deve-se deixá-lo em temperatura ambiente?. O veterinário explica que se trata de um pingüim jovem ? cujo sexo só pode ser identificado com um exame de DNA ? que deve ter se desgarrado do grupo e sido levado por correntes marítimas, chegando à costa alagoana. Por causa da longa viagem, a ave perde mui-ta massa corporal e precisa pas-sar por um processo de reidra-tação. A ave, que pesa em mé-dia oito quilos, perdeu muita massa corporal, e chegou ao Ibama com apenas 2,5 quilos. Até estar totalmente recuperado, a ave vai continuar sendo reidratada. Se conseguir sobreviver, a ave será enviada ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos, no Rio Grande Sul, mantido pela Universidade Federal do Estado. O veterinário disse que no período de inverno é comum o aparecimento de pingüim no litoral alagoano. ?Só que nos anos anteriores, todos chegaram mortos?.

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