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PANDEMIA DE CORONAVÍRUS TEM IMPACTO SOBRE COMUNIDADE

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Junho é um mês onde a comunidade LGBTQIA+ reforça a defesa da bandeira e luta de igualdade nos espaços. E no mercado de trabalho, os desafios são imensos. De acordo com pesquisa realizada pelo coletivo #VoteLGBT+ os principais impactos que atingiram a comunidade nos primeiros meses da pandemia de Covid-19 foram piora da saúde mental, afastamento da rede de apoio e falta de fonte de renda. O levantamento feito nas cinco regiões brasileiras com 7.292 pessoas revela que, durante a pandemia, seis em cada dez pessoas dessa comunidade perderam o emprego ou a renda. A pesquisa, realizada no ano passado, ainda não foi atualizada, mas já revelava as consequências negativas da pandemia para a população LGBT+, como se fizessem parte de um ciclo de exclusão. Daí sugerir que as possíveis saídas para esses problemas deveriam ser consideradas de forma articulada, pensando em resolver problemas estruturais a longo prazo. Messias Mendonça é presidente do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBTQIA+ (CECD/LGBT) e do Grupo Gay de Maceió e afirma que apesar de presenciarmos um movimento de abertura no mercado de trabalho, ainda não há estatísticas favoráveis de inclusão total dessa comunidade.

“A inclusão dessas pessoas em Alagoas acontece, mas é necessária expansão. Temos vários profissionais LGBTQIA+ que foram afetados no momento da pandemia e precisamos alinhar isso no estado com oportunidade de empregos”.

A realidade, segundo Mendonça, está longe ainda do que se gostaria e que o quadro não é animador. “Vivemos ainda um processo de conscientização e de discussão de como a diversidade é importante e não é diferente no mundo dos negócios. Vemos várias empresas chegando em Alagoas, as vagas ampliando mas pouco espaço para a comunidade. Infelizmente vivemos um grande preconceito e principalmente quando se trata de trans, a oportunidade é ainda menor”, reforçou.

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