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Uni�o faz auditoria nas contas de Maria Eliza

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GILVAN FERREIRA Uma equipe da Controladoria Geral da União (CGU) iniciou uma devassa nas contas da ex-prefeita de Rio Largo, Maria Eliza Alves (PL), afastada, na terça-feira (10), pela sexta vez, do cargo pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). Os técnicos estão desde a última segunda-feira no município, analisando a aplicação de todos os recursos liberados pelo governo federal durante a gestão de Maria Eliza Alves. A auditoria já levantou os primeiros indícios de irregularidades nas áreas de saúde, habitação e saneamento. Os técnicos investigam a denúncia de desvio de recursos na construção de 27 casas e na rede de abastecimento de água do bairro de Vila Rica. Pelo projeto, seriam implantados 20km de canos, que levariam água potável do Tabuleiro do Martins, em Maceió, para o bairro em Rio Largo. Ontem, os técnicos da CGU foram até o bairro, mas não encontraram o local da suposta obra. Os técnicos também constataram que documentos de convênios assinados entre a Prefeitura de Rio Largo e órgãos do governo federal haviam sumido. As denúncias também envolvem o desvio de recursos para a compra de merenda escolar e para a área de saúde. Apesar de evitar revelar detalhes sobre a auditoria, os técnicos da CGU afirmaram que o trabalho ainda está no começo e o resultado da auditoria só deve ser concluído em uma semana. O relatório final será encaminhado a Brasília. Ministério Público Os auditores da CGU informaram que a auditoria vai servir para aprofundar as investigações do Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou ao Tribunal de Contas (TC) de Alagoas os relatórios que apuraram irregularidades na administração da prefeita Maria Eliza Alves nos anos de 2002 e 2003. O primeiro relatório está em poder do conselheiro José de Melo. O conselheiro Otávio Lessa foi sorteado para ser o relator das contas de 2003 da Prefeitura de Rio Largo. A GAZETA apurou que os relatórios sobre as supostas irregularidades na Prefeitura de Rio Largo, nos anos de 2002 e 2003, foram encaminhados ao Tribunal de Contas há oito meses.

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