Cidades
Suspeito nega liga��o com Charl�o
O delegado Dalmo Lima Lopes, que preside o inquérito que investiga a gangue de pitboys liderada por Charles Alexandre França, o Charlão, ainda espera prender todos os acusados antes de enviar o processo à Justiça. Ontem, o delegado ouviu as declarações de Wendell Luiz Santos da Silva, que, em princípio, foi apontado como integrante da gangue. Ele aparece na fita de vídeo que mostra as violentas cenas do espancamento do estudante Klébson Silva de Almeida, crime ocorrido na casa de shows Uau. Embora tenha confirmado que assistiu ao espancamento, Wendell negou qualquer ligação com Charles Alexandre. No depoimento, Wendell disse que, por volta das 2h30, viu o início da confusão e, como as demais pessoas que estavam no local, aproximou-se para observar o que estava acontecendo. Wendell disse ter presenciado Charlão, Leandro Ferro (o Leleco) e Paulo Henrique Gouveia espancando o estudante. Segundo ele, além de uma ?chave de braço?, Charlão deu vários socos e pontapés em Klébson. Ressaltando que não conhecia nenhum dos acusados nem o estudante espancado, Wendell confirmou que Leleco também deu vários chutes na vítima, além de uma forte pisada na cabeça quando Klébson já estava desmaiado. Diante da fita de vídeo, ele disse que não viu Thiago Lira na casa de shows, para onde foi sozinho. No depoimento, Wendell Luiz Santos Silva diz ter encontrado Charlão, Leleco e Gouveia, mas apenas teve uma ?rápida conversa? com eles, antes de ter ocorrido o espancamento. O depoente afirmou ainda que não viu Leleco espancando Expedito Moura Silva Júnior, que acompanhava o estudante Klébson. Desde que foi decretada a prisão dos envolvidos no espancamento, a polícia tenta chegar a Charlão, Leandro Albuquerque Ferro, Thiago Oliveira e a Paulo Henrique Gouveia. A operação para prendê-los continua. (BL)