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Charl�o mentiu em depoimento � pol�cia

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EDNELSON FEITOSA Charles Alexandre França, o ?Charlão?, mentiu o tempo todo em seu primeiro depoimento, segundo informou o chefe do Setor de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro. Ele disse que Charlão procurou a polícia oito dias após liderar o espancamento do estudante Klébson Silva de Almeida, alegando que havia quebrado um dedo da mão direita durante uma briga na boate Uau e queria que fosse feito um Boletim de Ocorrência (BO). Roberto Carneiro revelou que tinha conhecimento do caso, pois havia sido procurado pela família da vítima e, inclusive, tinha visto a fita com a sessão de espancamento. ?Mandei ele direto para o cartório, onde foi ouvido em termos de interrogatório, ou seja, indiciado no inquérito?. Mas não o prendeu. Charlão afirmou à polícia que era lutador de jiu-jítsu e havia sido ?agredido? na Uau, em Jaraguá, e que seus adversários queriam denegrir sua imagem. Ele declarou que foi ?provocado e envolvido numa confusão na boate, respondendo a insultos do estudante?. Afirmou que tinha dito à vítima que ?não gostava de confusão?, mas, ?diante da insistência nos insultos, perdeu a cabeça e partiu para a briga?. Ele apresentou como sua testemunha Leandro Albuquerque Ferro, o Leleco, que também está indiciado no inquérito. Leleco foi intimado para esclarecer sua participação no crime e declarou, segundo a polícia, uma série de mentiras, inclusive que não conhecia os autores da agressão. Ele informou ao delegado Dalmo Lima que ?em nenhum momento? agrediu Klébson e que ?sequer tocou na vítima?. Novo interrogatório Ontem, o delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, encaminhou ofício ao juiz José Braga Neto, da 2ª Vara Criminal, solicitando autorização para reinterrogar Charlão. O novo interrogatório está previsto para terça-feira, às 10h. ?É preciso esclarecer algumas dúvidas existentes no inquérito, inclusive quanto à participação dos outros acusados no crime. Pontos que a fita não esclarece, pois começou a ser gravada no meio da briga?, declarou. Ele confirmou que Charlão e os outros três acusados, Leandro Albuquerque Ferro, o ?Leleco?, Thiago de Lira Santos e Paulo Henrique Gouveia foram indiciados por tentativa de homicídio contra o estudante Klébson e de lesão corporal contra o amigo dele, Expedito Moreira da Silva, também agredido na confusão. A respeito da situação de Wendell Luiz Santos Silva, apontado como o quinto pitboy envolvido na agressão, o delegado admitiu que ainda não está convencido de sua inocência. Wendell declarou à polícia que apenas assistiu à confusão e saiu com o grupo, em seguida, porque é conhecido de Charlão.

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