Cidades
PF investiga entrada de coca�na da Bol�via em AL
EDNELSON FEITOSA O Estado de Alagoas é também usado como rota alternativa dos traficantes de cocaína. A constatação é do delegado da Polícia Federal Washington Luiz. Diferentemente da maconha, a droga não vem por São Paulo ou Rio de Janeiro. A cocaína chega da Bolívia, passando por Rondônia, Acre e Mato Grosso. O comércio da droga é feito na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, e Barra de São Miguel, no litoral sul do Estado. Uma autoridade do setor de Segurança Pública informou que a Polícia Civil interceptou uma ligação telefônica entre traficantes internacionais de Mato Grosso, revelando que planejava montar uma base e distribuir cocaína no Nordeste, a partir do território alagoano. Em Alagoas, segundo a fonte, estariam sendo construídos campos de pouso para aviões de pequenos porte. Inclusive, a rota estaria sendo testada há quase um ano. Por considerar que o problema não era de competência estadual, a cúpula da Polícia Civil teria encaminhado a fita à Polícia Federal para que realizasse investigações sobre o caso. No entanto, o delegado Washington Luiz declarou desconhecer a existência da fita com a conversa telefônica, preferindo não se pronunciar a respeito. ?Não posso falar sobre uma coisa que não tenho conhecimento?, ponderou. Incineração Em junho, a PF incinerou 430 quilos de maconha e 872 gramas de cocaína, resultado de 20 apreensões aproximadamente em todo o Estado, no primeiro semestre do ano. No ano passado, a Polícia Federal apreendeu meia tonelada de maconha. O delegado André Santos Costa declarou que a repressão à droga vem sendo intensificada no Estado e que a PF está realizando um trabalho preventivo nas escolas, quando o aluno é alertado dos efeitos fisiológicos, sociais e jurídicos da pessoa que se envolve com consumo e venda de entorpecentes. Combate às drogas O presidente do Conselho de Entorpecentes, Keginaldo Paiva, considera que o trabalho educativo da Polícia Federal é de grande interesse e terá resultados significativos no futuro. Ele destacou a participação de estudantes universitários em campanhas de combate ao consumo de drogas e bebidas alcoólicas no país. A quantidade de cocaína que chega a Alagoas é bem menor do que a maconha. ?Mas com certeza tem muita cocaína chegando a Alagoas, por uma rota alternativa que continuamos investigando?, finaliza o delegado Washington Luis.