Cidades
Controle de infec��o traz economia aos hospitais
BLEINE OLIVEIRA Além de ser uma obrigação, o controle da infecção hospitalar representa uma economia para os hospitais. A médica Tereza Freitas Tenório, especialista em controle de infecção hospitalar, cita o exemplo da Santa Casa de Maceió, uma das primeiras instituições do Estado a implantar comissão de controle, como exemplo dessa economia. ?Desde a criação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), em 1989, o hospital teve uma redução de custos que chega a 2 milhões de dólares por ano?, revela Tereza, que coordena a comissão da Santa Casa e é ainda integrante da comissão técnica de infecção hospitalar do Conselho Regional de Medicina de Alagoas. Segundo ela, há cerca de oito anos o índice de IH na Santa Casa se mantém em torno de 2%. ?A prevenção elimina gastos com as complicações infecto-contagiosas, principalmente na compra e uso de antibióticos?, diz Tereza Tenório. Definição A Infecção Hospitalar é definida como qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta, quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia. O infectologista Renee Oliveira do Nascimento explica que, após o diagnóstico, o tratamento é feito sempre com antibióticos injetáveis e por período de 14 a 30 dias. Para evitar o problema, ele diz que os hospitais precisam seguir uma rigorosa rotina que vão desde a limpeza de apartamentos, enfermarias, banheiros até uma apropriada coleta de lixo. O Hospital dos Usineiros instituiu sua CCIH em 1991, conseguindo com isso manter um índice em torno de 4,3%. ?Nosso índice é bastante razoável, considerando que somos uma unidade de alta complexidade para as quais a OMS estima uma variação entre 10% e 15%?, diz o especialista. Direitos do paciente Sabendo que não há um método ou produto capaz de eliminar totalmente os riscos de contrair uma infecção hospitalar, qual o caminho que o paciente pode seguir para se prevenir? Antes de qualquer medida, o usuário de serviços médicos deve se conscientizar de que a prevenção depende muito mais do hospital e de seus trabalhadores do que dos pacientes. Afinal, ninguém se interna para contrair doenças dentro do hospital. Assim, o paciente deve fazer todas as perguntas que julgar necessárias para sanar dúvidas ou sentir-se seguro para o internamento. ?O paciente deve confiar na instituição tanto quanto no médico?, diz Tereza Tenório. Na avaliação da médica, ao ser orientado sobre o procedimento e conhecendo previamente as instalações hospitalares, o paciente poderá contribuir com a redução dos riscos de infecção. Entre os direitos do paciente está o de receber todos os esclarecimentos e explicações que forem solicitados em uma linguagem compreensível e o direito de exigir do hospital que mantenha uma comissão de controle de infecção hospitalar.