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Efeito-estufa traz especialistas a Macei�

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Comprovar cientificamente se o clima do mundo está sofrendo mudanças por causa do efeito-estufa ? aumento da temperatura terrestre devido à acumulação na atmosfera de gases produzidos pelo uso de combustíveis fósseis e outros processos industrias ? é a resposta que 34 especialistas da área de meteorologia do Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, Argentina e Brasil querem encontrar numa reunião de trabalho sobre índices de detecção de mudanças climáticas, que ocorreu na semana passada em Maceió. O professor do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas, Carlos Molion, explica que a preocupação atual de todos os cientistas do mundo é buscar respostas para os efeitos do aquecimento global. Molion faz parte do Grupo de Especialistas de Detecção de Mudanças Climáticas da Organização Meteorológica Mundial. Eles analisam a variação climática registrada nos últimos 50 anos para constatar se está havendo ou não aumento da temperatura em nível global. As análises levam em conta as séries de temperaturas registradas no mundo, coletadas por cerca de três mil estações espalhadas pelos hemisférios Norte e Sul. Segundo Molion, de 1850 para cá foi registrado um aumento na temperatura média da terra de cerca de 0,6 graus centígrados. ?Ou seja, a temperatura da terra que era de 14,04 graus centígrados, é agora de 15º centígrados?, observa Molion. Em 1990, em Kioto no Japão, foi estabelecido um acordo para redução das emissões de gases na atmosfera aos índices registrados em 1990. Só que os Estados Unidos, responsáveis pela emissão de 25% dos 7 bilhões de toneladas de carbono que vão parar na atmosfera, não assinaram o acordo. Mesmo caminho que está sendo adotado pela Rússia, responsável por outros 15% da emissão de carbono. Maceió instável Conseqüência ou não do efeito-estufa, os maceioenses têm estranhado as temperaturas baixas, a persistência das chuvas e as fortes rachadas de vento que ocorrem desde junho. Segundo o professor Carlos Molion, do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Tempo ? essa ?loucura? no tempo está ocorrendo por uma causa de um fenômeno de escala global denominado Oscilação Decadal do Pacífico, que vem ocorrendo desde 1999 e deve durar pelos próximos 30 anos. Segundo Molion, há períodos em que o Pacífico tropical fica quente e o equatorial frio. Isso ocorreu nos períodos de 1925 a 1946 e de 1977 a 1998. Desde 99, vem ocorrendo o contrário: o pacífico tropical está frio e o equatorial quente, provocando chuvas mais intensas e redução nas temperaturas, como ocorreu no período entre 1947 a 1976. Enquanto o fenômeno estiver em evidência, a tendência é de redução do período de seca mais severa e uma melhor distribuição das chuvas durante o ano.

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