loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 29/07/2026 | Ano | Nº 6277
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Chuvas

FAMÍLIAS DESABRIGADAS PEDEM AJUDA AO PODER PÚBLICO

.

Ouvir
Compartilhar
Comunidade Espírita Nosso Lar é apenas um dos locais que estão servindo de abrigo para famílias desabrigadas
Comunidade Espírita Nosso Lar é apenas um dos locais que estão servindo de abrigo para famílias desabrigadas -

As chuvas diminuíram e os níveis dos rios e das lagoas baixaram, mas muita gente ainda não conseguiu voltar para casa. Muitas pessoas, inclusive, perderam seus imóveis, não tendo mais para onde ir. É o caso de Kauane Maria da Silva, de 17 anos, que está abrigada, junto com o filho, na Comunidade Espírita Nosso Lar, que acolheu famílias afetadas pelo temporal.

A casa onde Kauane morava, no Vergel do Lago, em Maceió, caiu e, agora, ela não sabe o que fazer, pois tem ciência de que precisará deixar o Nosso Lar em breve. “Primeiro eu saí de casa porque fiquei com medo. Depois minha casa caiu e eu vim pra cá. Não tenho cadastro para receber aluguel e não sei o que fazer. Daqui a pouco vamos ter que sair e eu não sei o que fazer”, afirmou a jovem. A Comunidade Espírita Nosso Lar é apenas um dos locais que estão servindo de abrigo para famílias desabrigadas e desalojadas. Ontem, havia 150 pessoas no local. Hoje, 40 permanecem por lá. Como o nível da lagoa baixou e muitas famílias voltaram a ter acesso a suas casas, elas decidiram voltar para os imóveis, levando kits de higiene, cama, lençol e outros itens frutos de doações. Quem continua por lá está recebendo as três refeições, além de roupas e outros itens doados pela população. As doações, inclusive, chegam a todo o momento. Apesar de toda ajuda da comunidade, as famílias reclamam que não receberam nenhum auxílio financeiro por parte do Poder Público. “Se a Defesa Civil viesse aqui pra ajudar a gente, seria muito bom. Eu não tenho Bolsa Família e, daqui a pouco, vou ter que sair daqui. A gente vive do sururu e eles morreram. Vamos viver de quê? Não tem como”, afirmou Kesia Lamartine Cardoso. Nos abrigos, também é possível encontrar pessoas que não querem mais voltar para casa, com medo de que tudo volte a acontecer. É o caso de Cláudia Maria, que mora com outras três pessoas em uma casa que ainda está com água. Ela perdeu tudo na enchente e não deseja retornar ao local. “Meu quintal ainda está cheio de água. Agosto ainda tem chuva e eu não quero voltar pra lá. Ainda não recebemos aluguel social nem foram entregues as casas que construíram”, pontuou. Na Escola Estadual Rui Palmeira, também no Vergel, a situação não é diferente. As salas de aula viraram quartos e muita gente está abrigada por lá. Maria de Lourdes está no abrigo junto com o marido, a filha e a neta, e a incerteza em relação ao que será da família dela, daqui para a frente, tem sido uma constante. “Eu perdi tudo o que tinha na minha casa. Nem a roupa eu consegui salvar. Agora a água baixou, mas ainda não dá pra voltar. Estamos aqui na escola e não sabemos como vai ser daqui pra frente”, afirmou.

Relacionadas