Temporais
NÚMERO DE PESSOAS AFETADAS PELAS CHUVAS CHEGA A 68,2 MIL NO ESTADO
Rio Largo segue como cidade com maior número de atingidos, com 199 desabrigados e 6.801 desalojados
O número de pessoas afetadas pelas chuvas em Alagoas voltou a subir nesta quinta-feira (7), conforme dados da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil divulgados no fim da tarde de ontem. Agora, são 68.279 pessoas desabrigadas e desalojadas no estado, sendo a maioria delas nos municípios de Rio Largo (7 mil), Cajueiro (5.098), Maceió (4.719) e Coruripe (3.935). No boletim divulgado no final da tarde de quarta-feira (6), eram 67.475 pessoas atingidas no estado.
Com a diminuição do nível das águas e do volume de chuvas, a tendência é que, a partir de agora, a Defesa Civil consiga traçar o real panorama do número de desabrigados e desalojados. Os municípios já iniciaram os trabalhos de limpeza e higienização de ruas para que, aos poucos, as famílias possam voltar para as suas casas e a rotina da cidade seja retomada.
Rio Largo continua sendo a cidade com o maior número de atingidos, com 199 desabrigados e 6.801 desalojados. Por lá, as ruas ficaram tomadas por lama e, durante a enchente, a água chegou ao teto de muitas residências. Por isso, as famílias ainda não conseguiram voltar para casa e o número segue estável, sem diminuição.
Já o município de Cajueiro é o que tem o maior número de desabrigados, com um total de 4.079 pessoas. Lá também há 1.019 pessoas desalojadas. Em Maceió, 4.719 continuam afetadas e a prefeitura precisou ampliar, de 12 para 15, o número de alojamentos em locais próximos à Lagoa Mundaú, onde os bairros ficaram alagados. Belém é o município com o menor número de pessoas atingidas entre os que tiveram a situação de emergência decretada. Lá, são cinco pessoas desabrigadas e duas desalojadas.
ABRIGOS
Os desabrigados e desalojados das chuvas em Maceió agora podem buscar abrigo em 15 locais, dentre escolas, creches e instituições sociais que ficam situados próximo aos bairros afetados pela cheia da Lagoa Mundaú. Antes, eram 12 pontos de apoio. Mais de 4.500 pessoas já buscaram ajuda nesses pontos. Uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Secretaria Executiva do Gabinete do Prefeito, Defesa Civil e outros órgãos municipais foi montada para atender a todas as necessidades dessas pessoas. O dia tem início ainda na madrugada, com a confecção de quentinhas de café da manhã para serem entregues nesses espaços, e segue com a chegada e saída constante de donativos na sede da Semas e nos abrigos, até o final da noite, com a distribuição do jantar e de colchões, kits de dormir, kits de higiene, roupas e outros itens. Simultaneamente, servidores das Diretorias de Proteção Social Básica e Especial atuam para cadastrar o máximo de pessoas por dia no aluguel social de R$ 250 e no auxílio moradia de R$ 500. Até o momento, os abrigados nas Escolas Nosso Lar I e Rui Palmeira, um total de mais de 1 mil pessoas, já foram cadastrados. A Prefeitura irá agilizar o pagamento dos benefícios para que as famílias possam sair dos abrigos e alugar um imóvel com condições dignas de moradia.