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Sindic�ncia ouve hoje representante da Caixa

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O gerente da Caixa Econômica Federal Edson Hollanda vai depor hoje, às 10 horas, na Comissão de Sindicância da Secretaria Executiva de Saúde, que investiga na área administrativa os responsáveis pelo desvio de mais de R$ 3,5 milhões das contas da secretaria. Hollanda deve ser a última pessoa a depor na comissão, que pretende iniciar o trabalho de elaboração do relatório final a partir de amanhã. Uma das integrantes da comissão, Ana Maria Andrade Fonseca, explicou que a convocação do representante da Caixa foi definida em virtude de informações fornecidas à imprensa pelo delegado da Polícia Federal Arivaldo Menezes Marques, de que entre os 80 ofícios usados pelo esquema para desviar dinheiro das contas da Saúde no Banco do Brasil, pelo menos 26 acusavam transferências para contas da Caixa Econômica Federal. Segundo Ana Maria, os dirigentes das empresas Compet e J. J. Santos têm prazo até amanhã para dar esclarecimentos à comissão. As duas empresas receberam transferências de recursos da Saúde sem sequer serem cadastradas como prestadoras de serviço da secretaria. Ana Maria não acredita que os representantes das duas empresas atendam à convocação, feita por edital republicado na semana passada, no Diário Oficial do Estado, por incorreção. ?Tivemos que republicar o edital porque houve algumas falhas, mas o prazo para que eles compareçam ficou mantido até o dia 19?. Ana Maria confirmou que as primeiras correspondências de convocação chegaram aos destinatários, uma vez que não foram devolvidas pelos Correios. A comissão trabalha para concluir o relatório final das investigações no âmbito administrativo até a sexta-feira. ?Se isso não for possível, já que é um documento que exige uma série de detalhes, deveremos entregar, no máximo, até a próxima semana?, acredita Ana Maria. A comissão de sindicância trabalha desde junho na apuração do esquema de fraudes nas contas da Saúde, descobertas em maio depois de uma auditoria interna. Pelo menos sete pessoas foram ouvidas pela comissão, entre funcionários da secretaria e dirigentes do Banco do Brasil. O trabalho da comissão foi prejudicado por causa da ausência do principal suspeito no caso, o ex-chefe da Seção de Contabilidade, Eduardo Menezes. A comissão só recebeu, até agora, duas cópias dos ofícios usados para fazer transferências irregulares de cinco contas da Saúde.

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