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V�timas temem uso pol�tico do caso e retiram queixa

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O encontro das vítimas e do agressor estava marcado para ontem, às 15 horas, no 2º DP. Mas as duas jovens desistiram de representar contra Renê Wanderley, alegando que havia pessoas interessadas em usar politicamente o caso, já que o pai dele, José Wanderley, é candidato a prefeito de Maceió. Há informações de que um agente policial, que disputa um mandato de vereador pelo PDT, teria informado a agressão ao comitê do candidato Cícero Almeida. Contrárias ao uso eleitoral do episódio, Paula e Regina telefonaram para o chefe do 2º DP, Roberto Carneiro, na última segunda-feira, 16, para informar que haviam desistido de prestar queixa pela violência que sofreram. Elas confirmam que foram agredidas por Renê Wanderley, mas dão o caso por encerrado, reclamando que o fato tenha se tornado público e, principalmente, que pessoas tenham tentado tirar proveito político do fato. Além do uso eleitoral, as estudantes temem a exposição pública. Antes de levar o caso à polícia, as duas jovens procuraram o cardiologista José Wanderley para reclamar do comportamento de Renê e avisá-lo de que denunciariam a agressão. As informações são de que o médico e candidato da coligação PMDB-PSDB deixou-as à vontade para decidir o que fazer. José Wanderley não interviu e não solicitou a elas que evitassem a denúncia ou a divulgação do caso. Diante dessa reação, elas procuraram a polícia. Mas desistiram da denúncia, por entender que a agressão que sofreram se transformaria num fato político e que, assim, ficariam expostas a novos constrangimentos. Por isso, voltaram a conversar com o pai do agressor, a quem pediram que Renê não voltasse a incomodá-las. ?Já está tudo resolvido. Conversamos com o pai dele [de Renê] e ele nos garantiu que ele vai ficar longe de nós. É isso que nos interessa?, disse, pelo telefone, a estudante Regina Célia. Dando sinais de que estava aborrecida com a divulgação, ela limitou a conversa com a reportagem da GAZETA, chegando a desligar o telefone. A outra estudante agredida, Paula Moraes, fez igual relato sobre a conversa com José Wanderley. Segundo ela, o médico deixou claro que elas poderiam denunciar o caso à polícia. Na delegacia do 2º DP, há informações de que Renê Wanderley já esteve envolvido em outros episódios de violência.

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